Enfim, é chagada a hora do Grêmio entrar em campo para buscar o quinto título da Copa do Brasil e, mais uma vez, obter a soberania na competição. É a volta do Rei da Copa do Brasil, com quatro títulos em sete finais. E nove anos depois da última conquista, está na hora de voltarmos a levar essa taça para o Olímpico.
Acredito que se comparado às últimas duas Libertadores e outras edições da Copa do Brasil, o Grêmio apresenta melhor preparo para conquistar esse título. As contratações de Borges, Douglas, Leandro e Hugo acrescentam qualidade e experiência ao time, formando uma mescla com os jogadores mais jovens. Trata-se de atletas preparados para grandes decisões. Douglas, por exemplo, é um dos atuais campeões da competição, quando ainda vestia a camisa do Corinthians, com direito à festa no aterro.
O jogo será contra o modesto Araguaia. É o tipo de confronto para matar na primeira oportunidade e evitar o desgaste no Olímpico. Entretanto, mesmo diante de um adversário financeiramente, tecnicamente e tradicionalmente bem inferior, todo respeito deve ser dado ao Araguaia. Não custa lembrar que zebras ocorrem na Copa do Brasil e já fomos vítimas delas. No ano passado, o co-irmão também colocou os pés Rondonópolis, para enfrentar o outro time da cidade, o União, e saiu com uma derrota na bagagem.
O horário da partida é um caso a parte. Um jogo de futebol às 23h30min, no horário de Brasília, é mais um episódio de claro desrespeito dos nossos cartolas ao torcedor. Esquecem que no dia seguinte, a grande maioria trabalha e não tem condições de ficar a mais de 1h da manhã acompanhando um jogo de futebol. Se a partida ocorre às 21h50m em Rondonópolis, então que o jogo fosse mais cedo no horário local, para prejudicar menos as duas partes.
Para a partida, Silas tem desfalques. Hugo mais uma vez será poupado, deixando o caminho livre para a dupla Douglas e Maylson. Adilson, Leandro e Maurício também não jogam. Por outro lado, o ataque contará com Jonas e Borges, autores de 12 gols dos 15 do Grêmio no Campeonato Gaúcho. Lúcio segue como titular, Rochemback apresenta boa forma e parece se firmar no time titular. Ferdinando, novo alvo da corneta, deve atuar.
A única dúvida de Silas parece ser a utilização de Saimon ou Joilson. Fico com jovem zagueiro, porque se trata de um jogador técnico e tem tudo para se tornar mais um grande defensor formado nas nossas categorias de base. Assim, Mário Fernandes atuaria na lateral-direita, onde joga muito mais bola do que o Joilson. Também acredito que Silas não deve mexer no 4-4-2, mantendo o mesmo padrão tático usado contra o Universidade.
Para chegar ao quinto título, o Grêmio poderá ter pela frente adversários qualificados. Vejo o Santos de Neymar como o time mais embalado neste momento e Robinho, mesmo ele não sendo o craque que pensa, pode fazer diferença no nosso futebol. O Palmeiras é sempre um adversário a ser respeitado, mesmo sendo freguês na hora do mata-mata. Fluminense, Vasco da Gama e Atlético Mineiro também têm condições de brigarem por esse título. No entanto, antes de pensar nesses adversários, o caminho do penta começa contra o Araguaia. E se o time embalar, será difícil alguém nos segurarem na Copa do Brasil.
Post Scriptum: A partida voltou a ser marcada para as 19h30. Menos mal, porém, o episódio mostra o quanto ainda é bagunçado o nosso futebol.
Um jogo para recuperar a confiança e a tranquilidade para seguir o trabalho. O Grêmio, no esquema 4-4-2, teve imensa facilidade contra o Universidade em Canoas. Muito pela fragilidade do próprio adversário, que não assustou Victor em nenhum momento antes do quarto gol gremista, mas é preciso ressaltar a qualidade da equipe gremista em salientar essa imensa diferença técnica entre as equipes.
Logo nos 11 primeiros minutos, o Grêmio já poderia golear por 3×0, se não fossem dois gols incríveis perdidos por Borges. Mas após a segunda oportunidade desperdiçada, Jonas faz bela assistência para o camisa 9 chutar na saída do goleiro Espada aos 11 minutos da etapa inicial.
Após o primeiro gol, o Grêmio deu uma relaxada. Mesmo assim, a superioridade era clara e Victor apenas seguiu assistindo à partida. O segundo gol, que era questão de tempo, confirmou-se aos 37 minutos, em cobrança de falta de Douglas e outra conclusão de Borges. Enfim, temos um jogador para as bolas paradas.
Douglas apenas confirmou o que era esperado. Ele recebeu a camisa 10, acrescentou qualidade ao meio-campo gremista e nas bolas paradas, mostrou dribles curtos e categoria nos passes. Mesmo assim, ainda estava sem condições físicas de continuar os 90 minutos e foi substituído aos 22 minutos do segundo tempo por Mithyuê.
Também é preciso salientar a boa atuação de Jonas. Ele criou boas oportunidades de gols e participou decisivamente do três na partida. Em menos de um minuto da etapa final, Lúcio cruza pela esquerda e Jonas cabeceia para o gol, marcando o terceiro gol. E aos 10 minutos, Douglas cobra falta com excelência e Jonas sobe para cabecear e faz George se precipitar e marcar um gol contra, ampliando a vantagem de 4×0. Para poupá-lo, Silas também o tirou de campo praticamente junto com Douglas, para entrada de Bergson.
No entanto, o Grêmio relaxou de forma displicente após o quarto gol. Victor, mero espectador até ali, teve que começar a sujar o uniforme. O Universidade mandou bola na trave e exigiu grande intervenção do arqueiro gremista. Assim, numa cobrança de falta, Coelho (não é meu parente) manda direto para as redes, fazendo com que a sina de gols sofridos pela equipe de Silas persista por mais uma rodada no Gauchão.
Embora a equipe se mostrasse satisfeita com os 4×1, Borges mais uma vez mostrou a imensa diferença entre as equipes e praticamente driblou toda defesa do Universidade para fazer o quinto gol aos 36 minutos. O atacante gremista é o vice-artilheiro do Gauchão com sete gols. Com placar definido, Garciba encerrou o jogo sem dar acréscimos no segundo tempo e o Grêmio garantiu a vaga para próxima fase da Taça Fernando Carvalho.
Rápidas
- Vejo a imprensa gaúcha debater muito sobre a disparidade técnica entre o grupo um e o dois.
- De fato, os números mostram que a segunda chave é muito mais qualificada, mas não ouvi e tampouco vi um jornalista afirmar que em decorrência dessa discrepância, é o Grêmio que vem encarando adversários mais qualificados em relação ao tradicional adversário na Taça Fernando Carvalho.
- Boa partida de Rochemback. Ele em boa forma física se torna titular na equipe gremista.
- Mário Fernandes apenas seguiu a rotina de bom futebol. É o nosso melhor zagueiro.
- Maurício mais uma vez convenceu.
- Lúcio provou novamente que é titular na lateral-esquerda.
- Como é bom ver a volta de William Magrão. Espero que desta vez ocorra tudo bem e ele possa ter sequência.
- Boa partida de Maylson. Ele deu dinamismo ao meio-campo gremista e ainda ajudou na defesa. Ele precisa de uma sequência de jogos para evoluir.
- Acho que toda essa pressão sobre Silas é desnecessária. Tenho convicção que se trata de um bom técnico, mas como em todo começo de trabalho, é preciso paciência com o desenvolvimento da equipe.
Pelo Campeonato Gaúcho:
05 Jogos
03 Vitórias
01 Empate
01 Derrota
12 Gols Pró
05 Gols Contra
07 Saldo de Gols
O primeiro jogo:
Em 02/06/2004, Universidade 3×1 Grêmio, no Estádio da Ulbra
A última vitória do Grêmio:
Em 07/02/2010, Universidade 1×5 Grêmio , no Estádio da Ulbra
O último empate:
Em 22/03/2009, Universidade 1×1 Grêmio, no Estádio da Ulbra
A última derrota do Grêmio:
Em 02/06/2004, Universidade 3×1 Grêmio, no Estádio da Ulbra
A maior goleada:
Em 07/02/2010, Universidade 1×5 Grêmio, no Estádio da Ulbra
Parte I
A notícia publicada pelo jornalista Diogo Oliver de que a dívidas com o condomínio de credores está chegando ao seu fim é excelente. Se dentro de campo a atual gestão ainda deve algo aos torcedores, fora dele vem obtendo vitórias. O presidente Duda Kroeff pode entregar o cargo a seu sucessor sem a dívida com o condomínio ou pelo menos com resquício dela.
Duda Kroeff assumiu a presidência com os pagamentos ao condomínio atrasados e com rombo de R$ 30 milhões. Com a sua política de recuperar o clube financeiramente, junto com o diretor de finanças Irany Sant’anna Jr., o Grêmio poderá se livrar em breve daquilo que tanto o atrapalhou de formar times mais qualificados e consequentemente conquistar grandes títulos.
Parte II
Somente restou uma dúvida na matéria publicada por Diogo Oliver. Na primeira delas, ele escreve que atualmente o Grêmio tem uma dívida de R$ 17 milhões e espera encerrar 2010 com R$ 10 milhões. Na segunda, ele é taxativo ao dizer que agora o clube tem que pagar mais R$ 10 milhões. Como esmola demais o santo desconfia, confio mais na primeira versão.
Primeira matéria: “Do rombo de R$ 30 milhões do começo do ano passado, o Grêmio chega a fevereiro de 2010 com R$ 17 milhões, já descontado o que foi pago de juros por prazos não-cumpridos. Mais ainda: o departamento financeiro espera encerrar 2010 na casa dos R$ 10 milhões.”
Segunda matéria: “A dívida bateu nos R$ 30 milhões no começo do ano passado, baixou para R$ 17 milhões e, agora, está em R$ 10 milhões.”
Parte III
Esse é um assunto mais abrangente do que a situação financeira do Grêmio. Mas a renovação com a Puma ou acordo com qualquer outra fornecedora de material esportivo passa, principalmente, pelo quanto irá encher os cofres do clube.
A Puma não é a minha fornecedora favorita. Prefiro muito mais os materiais feitos pela Adidas, Olympikus e Reebok. Entretanto, o Grêmio deve fechar com a fornecedora que lhe pagar mais. Se a proposta da Puma for irrecusável, então que fiquemos com ela por mais quatro anos, mesmo com todo “invencionismo” que a fornecedora alemã fez ou ainda fará ao nosso manto sagrado.
Se a pressão sobre Luiz Onofre Meira existe entre os torcedores, isso não se trata de nenhuma novidade. Mas crescem rumores de que muitos de dentro do Olímpico querem a sua saída. Antes, já se especulou que o presidente Duda Kroeff somente aceitaria a retirada do atual dirigente se Cacalo assumisse em seu lugar, o que não deverá ocorrer tão cedo. Logo, Meira permaneceu ainda sob forte pressão.
Por um momento, a impressão é que poderemos ter, em breve, uma repetição da estadia de Paulo Pelaipe no Departamento de Futebol. Ele também não era de agrado de todos e caiu logo após as eliminações do Campeonato Gaúcho e Copa do Brasil de 2008. Assim como Meira, Pelaipe também era muito contestado por suas declarações, apesar de seu estilo ser diferente.
No entanto, não acho justo crucificar Meira pelas contratações de Hugo e Borges e passá-los como meros refugos do São Paulo. Isso seria um oportunismo barato. Hugo já foi um dos principais jogadores do Grêmio em 2006 e se tentou em várias oportunidades repatriá-lo. Borges é bom atacante, um dos grandes responsáveis pelo título do São Paulo no Brasileirão 2008, além da incompetência do time de Celso Roth em garantir essa taça no segundo turno. Também é digno de aplausos a contratação de Douglas.
Apesar disso, está clara a dificuldade e acomodação da direção do Grêmio em buscar reforços para os setores mais carentes. Não sou admirador da maneira que Zini aborda qualquer assunto relacionado ao Grêmio, mas desta vez terei que admitir que ele tem razão quanto à incapacidade da direção gremista enxegar além do óbvio.
Chegaremos ao segundo ano da gestão de Duda Kroeff sem um lateral-direito. Joilson? Sim, ele deixou uma impressão positiva nos últimos jogos, se comparada à falta de perspectiva nele. Mas convenhamos, não se trata de um jogador no qual devemos depositar nossa confiança. Ainda o vejo atrás de Mário Fernandes e talvez Leandro seja uma alternativa melhor para o setor, por ser um jogador versátil.
Também não entendi o enorme esforço para trazer Renato Silva. Uma coisa é trazer Hugo, Leandro e Borges, jogadores com passagens no São Paulo. Principalmente os dois atacantes tiveram destaque pelo Morumbi. Embora Hugo jamais conseguisse se firmar no time titular, ele já tinha uma boa passagem pelo Olímpico. Portanto, com prós ou contras, são boas contratações.
Entretanto, o mesmo não se pode dizer de Renato Silva, jogador era reserva absoluto da zaga são-paulina e somente voltou a atuar no time de Ricardo Gomes, porque o São Paulo também tem poucas opções no setor após a venda de André Dias para Lazio. Mesmo assim, voltará a ser reserva com o retorno de Alex Silva para formar dupla com Miranda.
Meira, junto com Alberto Guerra, parece realmente perdido. O lateral-direito não virá e o Grêmio ainda zagueiro que atua num clube europeu disputando a Uefa Champions League. E nesta quarta-feira (10), o time de Silas dará a largada na Copa do Brasil, o principal objetivo neste primeiro semestre, com apenas cinco zagueiros, sendo que dois deles (Saimon e Neuton) ainda buscam experiência no grupo principal.
O jogo entre Grêmio e Universidade, marcado inicialmente para acontecer às 17h deste domingo, mudou de horário.
Após a ação judicial do Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul solicitando a proibição de jogos na faixa de horário entre 10h e 18h, que resultou em uma liminar concedida favorável pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT/RS), o jogo foi remarcado para às 19h de amanhã.
O presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Noveletto, foi quem deu a informação à imprensa na manhã deste sábado. A FGF buscou derrubar a liminar do Sindicato dos Atletas, mas o TRT/RS indeferiu o pedido.
Na notícia publicada pelo ClicRBS, há a informação que a partida será transmitida pela TVCOM. Pela RBS, em substituição ao jogo do Grêmio na grade de programação, deve ser transmitido o Campeonato Paulista às 17h.
- Foi a primeira queda-de-braço entre Sindicato dos Atletas versus FGF+TV, com uma bem-sucedida vitória do lado mais fraco até então. Até quando vencerá é uma incógnita. A próxima semana será de muito ‘falatório’ e novos embates judiciais. A imprensa (leia-se Grupo RBS) está mordida.
Os clubes, que assinaram os contratos televisivos já sabedores destes dias e horários, estão dando uma de Pilatos. “Eu lavo minhas mãos“. Como se não fossem parte interessada.
Para os torcedores, reina o bom senso para com os jogadores que fazem o espetáculo e para com eles que são quem assistem – pagamos por isso.
> O JOGO > O técnico Silas não terá Adílson e Hugo para enfrentar o Universidade. Os jogadores serão preservados para a estreia da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira contra o Araguaia.
O esquema deve ser o 4-4-2, com Mário Fernandes atuando como lateral-direito. No meio-campo Ferdinando terá novas companhias: Fábio Rochemback, Maylson e Mithyuê devem começar o jogo. A escalação: Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Lúcio; Ferdinando, Fábio Rochemback, Maylson e Mithyuê; Jonas e Borges.
A partida deve marcar a volta do volante Willian Magrão e a estreia do meia Douglas com a camisa do Grêmio.
Confira os relacionados para a partida:
Goleiros: Victor e Marcelo Grohe.
Zagueiros: Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Saimon.
Laterais: Lúcio e Fábio Santos.
Volantes: Ferdinando, Fábio Rochemback, Fernando e Willian Magrão.
Meias: Maylson, Mithyuê e Douglas.
Atacantes: Jonas, Borges e Bérgson.
O calor é tanto em Porto Alegre, que não me permitiu publicar o post antes desta sexta-feira à tarde. Meu computador desmaiou algumas vezes como um Batista, em razão da (acho eu) alta temperatura. Está aí, atrasado mas à tempo.
Poderia ter valido à pena tomar caminho do Olímpico, debaixo de um sol escaldante de 41° C, em plena tarde de quarta-feira, para assistir o ‘grande’ embate entre o líder da Chave 1 contra o da Chave 2. Bastava a vitória do Grêmio sobre o São Luiz, com uma convincente (ou nem tanto) atuação.
Se esqueceria o calor sufocante do final de tarde, o horário incomum para dia útil de semana, a derrota no GRE-nal… A torcida ainda não esqueceu, pelo menos a maioria dos quatro mil e alguma coisa que foram à campo.
Mas não. Foi um empate medonho proveniente de uma má atuação em um dia sufocante que não valeu a ida ao Olímpico com certeza.
Estava insuportável assistir ao jogo na sombra do Monumental – e como tinha sombra e lugar de sobra -, estava difícil até comentar a partida nas cabines de imprensa e provavelmente, repito: provavelmente, jogar com aquele sol na cabeça devia estar bem complicado.
Por já ter passado muito tempo do jogo, alguns destaques somente.
Hugo e Adílson: ir para um jogo já sabendo quem vai substituir é no mínimo estranho. Mas foi isso que Silas deixou meio que claro na entrevista pós-jogo. O técnico deu a entender que escalou o banco de reservas sob a análise de que os dois jogadores, um com dores na lombar e o outro com febre, teriam que ser substituídos. Não seria mais fácil poupar ambos, colocar dois jogadores 100% na partida e ter outras opções na casamata?
Mário Fernandes: já cansei de falar bem das atuações de Victor. Se tornou repetitivo e chato. Agora o zagueiro/lateral está indo pelo mesmo caminho. Mário Fernandes dá gosto de ver jogar. Tem o ímpeto na defesa e ousadia no ataque que faltam a outros jogadores. Pena ter se esgotado fisicamente no melhor momento do conjunto gremista. Já que no seu melhor momento, a equipe estava mal.
3-5-2 e 4-4-2: a variação do esquema foi benéfico ao Grêmio. Com problemas no meio-campo, a etapa inicial ficou comprometida. As jogadas aconteceram, mas todas através das laterais, ora Lúcio pela esquerda abrindo espaço com os atacantes, e ora pela direita com Joílson e Mário Fernandes se alternando. O meio-campo estava anulado com um Hugo sem condições físicas de jogo, que suportou até os 20 minutos do 2° tempo, mas que não conseguiu jogar nada durante este tempo.
Com novo esquema, dando uma peça a mais ao meio-campo articular as jogadas, sendo dois abertos, Hugo (depois Lúcio) e Maylson, o Grêmio melhorou. Pela direita, Mário Fernandes foi perigoso até quando deu, depois o físico sucumbiu. Aquela jogada que resultou no chute de Borges na trave foi a melhor do jogo. Depois foi Maylson e Fábio Rochemback ditando os avanços e os cruzamentos para a área. A insistência deu resultado no gol de Borges. E poderia ter dado em outros momentos.
Jonas: ô incógnita maldita esse atacante, viu! Jonas faz o torcedor o idolatrar e o odiar de uma partida à outra. Os gols perdidos por ele no jogo são dignos de jogador comum. Tem jogo que nós queremos sua renovação. Tem outros, que queremos que “vá pro diabo que te carregue”.
Maylson: desde o ano passado ele vem aproveitando suas chances. Não sei se para titularidade, mas joga para ser o 12° titular. Deu o cruzamento que resultou no gol.
Borges: errou um gol feito, acertou logo depois. Se redimiu.
Em tempos de Carnaval, o ‘Rei Momo’, quer dizer ‘Ronaldo’, digo Fábio Rochemback, deu o ar de sua graça no calor de 40°. Entrou bem, mas o físico ainda o impede de render mais. No momento em que ele se agachou para pegar uma bola para cobrar escanteio, pensei: “ele não vai conseguir se erguer novamente”. Conseguiu com a ajuda da mão, senão caía. Paixão, põe o ‘Gordo’ a correr! ‘Fininho’, é uma alternativa de qualidade na meia-cancha.
Zaga: a falta de antecipação na marcação combinada com desatenção, dá nisso: oito gols sofridos em seis jogos. A marcação feita à distância, sempre após uma perda de bola na meia-cancha, é o que está deixando a zaga vulnerável. Desde o começo do campeonato, há uma distância entre zaga e ataque. A zaga não sobe a marcação e encurta os espaços quando a equipe ataca, transformando o contra-ataque dos adversários uma arma letal literalmente.

Difícil ficar parado na sombra, imagina jogar debaixo do sol. Em Canoas é pior, haja água. Foto: Daniel Marenco/ClicRBS
Universidade: o confronto neste domingo é contra a ex-Ulbra. Provável estreia de Douglas no meio-campo, que pode começar na reserva. Ainda se espera a definição de Silas, mas o esquema na partida deve ser o 4-4-2. Jogo para ver, provavelmente, Saimon e Maylson atuando desde o íncio. O jogo está marcado para às 17h, é jogo da TV e deve acontecer neste horário mesmo, independente do atraso na reclamação do Sindicato dos Jogadores Profissionais do RS e a sua consequente liminar que proíbe jogos entre 10h e 18h.
Vamos pro jogo, com sol de 40° na cabeça, para vencer! Precisamos.
Ficha do Jogo – 6ª Rodada – Taça Fernando Carvalho – Gauchão 2010
Grêmio - 1 : Victor, Mário Fernandes, Rafael Marques e Maurício, Joílson (Maylson), Ferdinando, Adílson (Fábio Rochemback), Hugo (Fábio Santos) e Lúcio, Jonas e Borges. Técnico: Silas.
São Luiz - 1 : Oliveira, Marcelo Oliveira, Vanderson e Bronzatti, Jonatan, Beto Fronza, Rudiero (Baiano), Jean Paulo (Nicolas) e Xaro, Luciano Fonseca (Bruno Soares) e Eraldo. Técnico: Beto Campos.
Estádio Olímpico Monumental (Porto Alegre – RS)
Público Pagante: 4.170 – Público Total: 4.746 torcedores – Renda: R$ 62.132,00
Gols: Vanderson, aos 2 minutos do 2° tempo (São Luiz), e Borges, aos 26 minutos do 2° tempo (Grêmio).
Cartões Amarelos: Fábio Rochemback, Maylson e Maurício (Grêmio), Bronzatti e Baiano (São Luiz).
Árbitro: Árbitro: Fabrício Corrêa (RS).
Auxiliares: Vilmar Burini (RS) e Tatiana Freitas (RS).
Pelo Campeonato Gaúcho:
20 Jogos
14 Vitórias
04 Empates
02 Derrotas
40 Gols Pró
17 Gols Contra
23 Saldo de Gols
O primeiro jogo:
Em 14/05/1975, São Luiz 1×3 Grêmio, no Estádio 19 de Outubro
A última vitória do Grêmio:
Em 30/03/2009, Grêmio 2×0 São Luiz, no Estádio Olimpico
O último empate:
Em 03/02/2010, Grêmio 1×1 São Luiz, no Estádio Olimpico
A última derrota do Grêmio:
Em 17/05/1995, São Luiz 2×1 Grêmio, no Estádio 19 de Outubro
A maior goleada:
Em 03/02/1996, São Luiz 0×4 Grêmio, no Estádio 19 de Outubro

Foto: Tadeu Vilani
Considero muito ruim a notícia a respeito de Souza. Primeiro porque não desejo a nenhum jogador ficar seis meses sem poder jogar futebol. Segundo que o Grêmio perde muito com a ausência do meia. Embora seja contestado por muitos, a verdade é que Souza é um jogador importante para o Grêmio.
Não se trata apenas de uma afirmação sem sentido. Os números do último Campeonato Brasileiro mostram bem isso. Souza foi o terceiro jogador que mais desarmou pelo Grêmio na competição, com 54 bolas recuperadas, ficando apenas atrás de Adilson (84 desarmes) e Réver (59). Ele foi o segundo goleador gremista com 13 gols e, junto com Tcheco, foi peça importante para organização das jogadas ofensivas.
Na Libertadores, tenho convicção que sem o Souza, o Grêmio teria muito mais dificuldades em chegar nas semifinais. Ainda lembrando do fato que se o Grêmio entrou em campo no Olímpico contra o Cruzeiro ainda com esperanças de chegar à final, isso se deve ao gol salvador de Souza no Mineirão, diminuindo a vantagem dos mineiros.
Por tudo isso, Souza se torna craque? Claro que não! A verdade é que Souza é um bom jogador, nada além disso. No Grêmio, pela falta de opções de qualidade ou de jogadores mais experientes no setor faz com que ele seja mais acionado. Logo, o torcedor gremista é obrigado a testemunhar a sua irregularidade com maior frequencia.
O Souza Bicampeão Brasileiro de 2006 e 2007 pelo São Paulo é exatamente o mesmo que atua no Grêmio. Era o mesmo meia (também ala) que alternava bons e maus momentos com o Tricolor Paulista. Então onde está a diferença? No clube paulista, Souza não era “O” jogador do meio-campo. Quando tentaram transformá-lo em um, ao dar a ele a camisa 10, logo não correspondeu.
Entretanto, quando Souza se tornou apenas mais um jogador comum dentro de um time consolidado, então ele fez a diferença. Por isso, o meia se tornou uma das peças mais importantes de Muricy Ramalho, atuando em 29 jogos no Brasileirão 2006 e 28 na edição seguinte pelo São Paulo.
Portanto, os problemas não se resumem a Souza. Isso é tapar o Sol com a peneira e esconder o fato de que temos certas carências no time, forçando o jogador a preencher um espaço que está além de sua capacidade. Agora com a ausência de Souza, o nosso meio-campo perde mais uma opção de qualidade.
Os corneteiros podem fazer a festa, pois o papel deles é apenas criticar, mas jamais apontar uma solução. Depois, não reclamem da carência no meio-campo. Porque se para muitos era ruim com Souza, com toda certeza, poderá ficar pior sem ele.
Deus ouviu suas preces. Satisfeito?
Força Souza!



























