Skip to content

Douglas segue a sintonia do atual momento gremista

junho 14, 2011

Foto: Fernando Gomes / Agência RBS

Seguindo em sintonia com momento crítico do Grêmio, Douglas não foge a regra e vive um dos seus piores momentos no estádio Olímpico. O jogador pode ser vítima do esquema absurdo de Renato, sem um companheiro ideal e tendo que contar com a nulidade de Lúcio, as o próprio camisa 10 não vem correspondendo quando tem as bolas no pé.

A razão de não considerar Douglas um craque está exatamente pela sua displicência em campo. O segundo gol do São Paulo, oriundo de uma bola perdida do meia gremista, estava caindo de maduro. Mais cedo ou mais tarde, o Grêmio sofreria um gol por um erro de nosso camisa 10, que oferece os contragolpes aos adversários a todo instante. Sua passagem na seleção brasileira de Mano Menezes foi curta, por um lance semelhante, que resultou na derrota para a Argentina.

Tampouco ajuda a declaração do jogador de que “joga com a bola nos pés e que os companheiros correm por ele”. Não se trata de um absurdo, mas ajudaria bastante se ele mesmo não errasse tantos passes, fazendo com que seus colegas não tenham que correr além do necessário. Essa é uma justificativa que não justifica e o técnico Renato Portaluppi tem a obrigação de alertá-lo disso.

O Grêmio busca em Douglas aquele jogador capaz de decidir numa jogada, fazer a diferença ao desempenhar um lance especial e um toque de qualidade. Quando quer, ele é capaz de ser esse jogador. Porém, neste momento, o meia está longe disso. Pode ser que o esquema, a preparação física e problemas extra-campo sejam os elementos que prejudiquem seu futebol. Mesmo assim, se o próprio Douglas não enxergar seus próprios erros, também não irá se ajudar.

Anúncios

Brasileiro’11: Paciência com Renato acabou

junho 12, 2011

 

Perder para o São Paulo no Morumbi não deve ser tratado em si como um resultado inadmissível, desde que o Grêmio faça uma boa partida. No entanto, o que se viu na capital paulista, no revés de 3×1, não foi apenas uma nova derrota neste Brasileirão, mas a repetição de uma série de erros do time e equívocos do técnico Renato Portaluppi, que teve uma noite desastrosa, da escalação inicial às substituições efetuadas ao longo da partida. Enfim, minha paciência com o nosso treinador acabou.

O Grêmio de 2011 segue me lembrando bastante a equipe comandada por Paulo Silas no primeiro semestre da temporada passada. Assim como foi com o antecessor, Renato não consegue evoluir o seu time neste ano, permanecendo assim com uma marcação frágil no meio-campo (exceto por Rochemback, que tenta jogar por todos), errando quantidade absurda de passes, chutando pouco ao gol adversário, falta de um padrão tático, intolerância com certos jogadores, proteção aos seus preferidos e substituições equivocadas.

Sistema defensivo sofreu bastante com Lucas, em noite inspirada - Foto: Ivan Pacheco/Terra

Sem poder tirar Mário Fernandes da lateral-direita, devido à excelente fase do jogador, Renato optou por uma escalação totalmente errônea com Gabriel no meio, algo que ele já havia tentado no Gauchão sem êxito. O resultado é que o nosso meio-campo esteve nulo, colaborando para isso mais uma partida horrível de Lúcio, nova atuação displicente de Douglas (esse assunto terá post específico nesta segunda) e Mário não podendo subir ao ataque, pois o esquema o impedia disso. Logo, Junior Viçosa ficou isolado na frente, tendo que, inclusive, buscar a bola no meio.

Renato deveria ter mantido Gabriel no banco, pois esse é o custo de ter um setor com duas boas opções. Naturalmente que um deles vai jogar e o outro será uma alternativa. Logo não entendo o porquê fazer uma formação digna de Professor Pardal para colocar o lateral em campo, na função de meia.

São Paulo pressionou bastante nos primeiros 30 minutos, mas reduziu o ritmo; porém, o Grêmio não jogou bem para merecer sequer um empate - Foto: Ivan Pacheco/Terra

Além disso, está na hora de ver uma alternativa ao Lúcio no meio, que neste ano, atuou bem em poucas partidas. Para variar, novamente o jogador foi um desastre em campo, sendo que a bola chegava aos seus pés e logo estava de novo com o São Paulo. Essa é mais uma demonstração de incoerência de Renato, que não dá sequência a Damián Escudero no setor, mas mostra enorme paciência com Lúcio.

Enfim, o Grêmio deveria entrar com uma formação simples, com 4-4-2, com Marquinhos no lugar de Lúcio e Escudero no lugar de Gabriel como segundo atacante. Ainda que entenda os objetivos de Renato, tendo uma linha totalmente defensiva, já que enfrentava o líder São Paulo, e outra pronta para puxar os contragolpes através da velocidade dos dois laterais (formando um 4-4-1-1), na prática, isso esteve longe de ocorrer.

Renato deu mais uma amostra que não vive bom momento em 2011 - Foto: Ivan Pacheco/Terra

Como se não bastasse, Renato se nega a usar Escudero, colocando Roberson e Lins no decorrer do jogo. O argentino costuma ter boas apresentações quando é utilizado, mas não consegue obter sequência de jogos, seja por lesão ou seja por opção do técnico. Além disso, Renato também se nega a relacionar jovens que poderiam ajudar no setor ofensivo, como Jonas Pessali.

Embora ainda não possa contar com Miralles e Gilberto Silva, Renato abusa no direito de errar. Já não aguento mais ver o Grêmio cometer os mesmos erros que vem cometendo na atual temporada. Está na hora do estádio Olímpico separar o ídolo do técnico. O primeiro estará marcado para sempre na história gremista. O segundo, por sua vez, deve ser cobrado como qualquer outro que estivesse em sua posição.

Victor segue rumo a Copa de 2014

junho 8, 2011

Foto: Nelson Almeida, AFP

Desde que Mano Menezes assumiu o comando da Seleção Brasileira, Victor passou a enxergar um horizonte mais favorável vestindo a camisa verde e amarela. Apesar da camisa 1 ainda pertencer a Julio Cesar, da Internazionale (Itália), o goleiro gremista já se firmou, pelo menos, como segundo arqueiro preferido pelo técnico.

Victor já merecia esse reconhecimento para a Copa do Mundo de 2010, mas Dunga contrariou todas as lógicas e razões ao preterir o goleiro gremista em nome de Gomes e Doni (reserva na Roma). Há pelo menos três temporadas como o melhor da posição a jogar em gramados nacionais, pode-se citar esse como um dos diversos equívocos que o ex-técnico da Seleção cometeu.

A categoria de Victor foi imediatamente reconhecida por Mano Menezes, após novo fracasso no Mundial, no amistoso contra os Estados Unidos. Desde então, o arqueiro soma cinco convocações com novo treinador. A Copa América é apenas uma amostra da confiança que o jogador gremista conquistou na Seleção Brasileira e um claro caminho para a Copa de 2014.

Mário Fernandes é diferenciado e titular

junho 6, 2011

Foto: Fernando Gomes / Agência RBS

Um jogador diferenciado consegue facilmente se firmar como titular com apenas algumas apresentações. Esse é o caso de Mário Fernandes, que assumiu a titularidade na lateral-direita e correspondeu às expectativas. O melhor de tudo é que o jogador claramente evoluiu ao aprender cruzar e tabelar com excelência. Enfim, Gabriel pode ter voltado de lesão, mas recuperar a titularidade não será tão simples assim.

Renato Portaluppi terá de achar uma maneira de manter Mário Fernandes entre os 11 jogadores escalados. Ainda que Gabriel seja um jogador de boa qualidade e que valeu cada segundo de trabalho para sua renovação, não mostrou um futebol em 2011 a ponto de torná-lo um titular inquestionável. Isso se soma ao fato do jovem jogador se destacar nessa posição.

Mesmo assim, Mário deseja atuar de zagueiro, onde ainda acredito que ele tenha menos destaque. O grande problema do jogador no setor é a bola aérea e a imposição física. Por ser leve e veloz, o atleta tem maior potencial para atuar na lateral, onde pode colocar toda sua categoria em jogo. Porém, da mesma maneira que Mário evoluiu na como ala, por que o mesmo não pode como zagueiro?

O que facilita Mário Fernandes ganhar uma oportunidade na zaga é o fato de Edilson voltar de lesão, tornando-se assim o reserva para lateral-direita. Além disso, se a vinda de Sebastián Coates, do Nacional, torna-se muito complicada, Mário pode se tornar um zagueiro com mesmo potencial. Afinal, ele já mostrou que é capaz de evoluir, pois é um jogador diferenciado. Para isso, basta ter sequência de jogos.

Brasileirão’11: Os três pontos ficam na casa Tricolor

junho 6, 2011

A partida deste domingo (05) era para ser encarada como “simples e sem muita enrolarão”. E de fato, foi assim que  ocorreu. Mesmo sem Victor (na seleção), Groeh o substituiu bem. Tivemos a presença de Escudero, e o ataque composto por Lins e Viçosa. Com estes e demais jogadores, fomos superiores ao Bahia e vencemos, ficando na quinta colocação do Campeonato Brasileiro 2011.

No primeiro tempo tivemos a total predominância do Grêmio. Em consequência disso, o Bahia mostrou uma atuação fraca durante todo os 45 minutos. Suas tentativas de ataque, eram em vão: ou a defesa parava, ou suas tentativas paravam nas mãos de Groeh. Em contra partida, o Grêmio balançou as redes logo nos minutos iniciais. Mário Fernandes cruzou e Viçosa só teve que completar de cabeça. Meia-hora depois, tabela de Escudero (substituindo Lúcio) com Lins e deu Viçosa novamente.

Foi um final de primeiro tempo justo, assim como o placar. O Bahia mostrou-se durante o tempo restante como: visitante inferior. Só cresceu um pouco durante o segundo tempo, tendo diversos escanteios ao seu favor. Mas isso não faz com que o placar mudasse ou sua situação perante o jogo.

Marquinhos, a mais nova contratação do Tricolor Gaúcho, fez sua estréia. Rendeu bons passes, para um ‘quase’ possível gol ou uma boa jogada, mas não passou disso. É novo, tem muita coisa que aprender; tem muita coisa para entender. Entender, de como se joga pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Brasileirão’11: Nada menos que os três pontos

junho 5, 2011

O duelo de tricolores protagonizados entre Grêmio e Bahia estava realmente há muito tempo fora de atividade, mais precisamente desde 2005. Os dois times se reencontram neste domingo, com ambos buscando a ascensão nestas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Enquanto que o time de Renato precisa chegar ao sexto ponto (em nove disputados), a equipe comandada por Renê Simões tem apenas um.

Apesar de estatisticamente o Bahia ter vantagem contra o Grêmio em confrontos diretos (veja os dados aqui), o time de Renato tem a obrigação de conquistar outros três pontos e quebrar o incômodo jejum de vitórias dentro do próprio Olímpico. O Tricolor tem a obrigação de lutar pelo título, ao mesmo tempo em que o adversário deste domingo deve lutar pela permanência na Série A ou por uma vaga de Sul-Americana.

Isso não desprestigia o Bahia, que é um clube de tradição no futebol brasileiro (primeiro campeão nacional com a Taça Brasil em 1959) e sua presença na primeira divisão enriquece o nosso futebol. Apenas afirmo que os dois times têm pretensões diferentes e, se o Grêmio pensar em título, não pode perder pontos obrigatórios, principalmente em casa. Ou seja, espera-se os três pontos e nada menos do que isso.

Sobre a formação do time, a grande expectativa fica quanto à utilização de Marquinhos. O meia já está registrado no Boletim Informativo Diário (BID) e tem condições legais para estrear com a camisa tricolor, além de condição física também. Caso jogue, ele fará dupla com Douglas na criação, enquanto que Lúcio volta para a lateral-esquerda.

Marquinhos está registrado no BID e pode fazer sua estreia contra o Bahia - Foto: Tatiana Lopes / Agência RBS

Outro mistério é a lateral-direita. Gabriel está recuperado da lesão, mas não se sabe se ainda tem condições ideais de jogo. Se Renato o deixar no banco, Mário Fernandes segue como titular na posição. Já na zaga, Vilson está recuperado e pode jogar, mas espera-se que o técnico gremista não opte por tirar Saimon, que vem correspondendo na zaga tricolor. No ataque, Leandro deve ser outra boa novidade, ao lado de Junior Viçosa.

O Bahia, por sua vez, tem Jobson como grande arma, jogador que teve destaque na rodada passada. Trata-se de um atleta com muita habilidade, mas peca por não ter maturidade de profissional e paga o preço por ter caído nas drogas. Também é curioso a formação da zaga no time de Renê, com Danny Morais e Titi, emprestados pelo Internacional ao clube baiano.

Em suma, time por time, Grêmio é melhor, mas precisa tomar cuidados defensivos, principalmente com Jobson. As equipes de Renê Simões são bem organizados taticamente, mas se o grupo de Renato jogar o que sabe, os três pontos serão apenas uma consequência natural.

Mais duas contratações

junho 3, 2011

Foto: Tatiana Lopes/Agência RBS

Apenas mais duas contratações para fechar a janela de transferência no estádio Olímpico. Após a apresentação do volante Gilberto Silva, 34, nesta quinta-feira (02), o Grêmio precisa de apenas mais um zagueiro e um meia-atacante, que possa fazer a função que é atualmente de Lúcio. Para isso, o clube segue negociando a vinda de Esteban Paredes, 30, do Colo Colo, enquanto que Sebastián Coates, 20, do Nacional, voltou a ser cogitado.

Até aqui, não se sabe a que pé anda a situação de Paredes, mas o Grêmio segue negociando a vinda do jogador. Ao contrário do que ocorreu com Ezequiel Miralles, quando o Colo Colo pretendia vendê-lo para fazer caixa, o jogador chileno é ídolo do El Cacique. O próprio Paredes falou em sair, mas vive bem em Santiago e, portanto, não tem razão para forçar a saída, o que torna a negociação mais complexa, embora nada impossível.

Sobre o zagueiro, Coates é alvo de intensa disputa entre cartolas brasileiros. O jogador esteve próximo ao Grêmio, quando este ainda sinalizava parceria com a Traffic. Desde o negócio Ronaldinho, porém, a estrutura dessa relação ficou abalada. Assim o jogador passou a ser cogitado no São Paulo, como sucesso de Diego Lugano. No entanto, a demora por parte do Morumbi em fechar o negócio causa estranheza. Além disso, a empresa de J. Hawilla quer seu nome na Arena. Para isso, precisa mostrar serviço. Talvez comece pelo uruguaio.

Em tempo, volto a dizer que o Grêmio acertou na vinda de Gilberto Silva. Apesar da idade avançada, o volante é um daqueles jogadores que devem encerrar a carreira próximo dos 40 anos, uma vez que é um exemplo de postura profissional. O jogador não é culpado pelo fracasso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010. Pelo contrário, onde passou, funcionou, seja no Atlético Mineiro, Arsenal, Panathinaikos e na própria Seleção, onde jogou três Mundiais e ganhou o de 2002. No Grêmio, espera-se que seja uma referência para nossos jogadores, principalmente os mais jovens.