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ESPAÇO DO LEITOR: Um sonho possível

março 17, 2011

De repente, numa dessas chamadas peças que a vida prega nos que a ela são submetidos e nos que a ela se submetem, o senhor Juarez tornou-se o foco das câmeras.

Juarez, como não gosta de ser chamado, nunca foi simpático aos holofotes. A bem da verdade, ao longo de sua carreira, além de colecionar dissidências com os que encontram por meio deles – os holofotes – um meio de sustentar a família e a si mesmos, Juarez também não costuma cultuar bons relacionamentos com aqueles que parecem atrelados ao protagonismo.

‘Ossos do ofício’, é o pensamento no qual se ampara sempre que deparado com as obscuras lentes. Não tinha noção dessa megalomania quando escolheu a profissão, mas acredita que já se adaptou sensivelmente à situação, pelo menos já não tem ânsias de cuspir na cara do repórter, nem de devorar a arma que este empunha, conhecida por alguns como microfone.

Enfim.

Lá está Juarez – marginalizado, por que não dizer? – em pé, de braços cruzados, feições centradas, inepto diante do que vê, numa postura que o também uniformizado espectador, retesado na poltrona da sala em frente à TV, definiria como ‘amedrontada’.

‘Medo do evitável!’, bradam os mais acalorados, não exatamente com estas dignas palavras. O espectador não julga sem conhecer, Juarez acumulou uma fama – não gratuita – de vacilar diante do perigo e, amedrontado, como melhor não poderia definir o sábio espectador, ceder ao oponente, acumulando fracassos que se sobressaem às vitórias sempre que alguém cita seu currículo.

Ao soar estridente que determina o fim de seu sonho, o fim de suas esperanças e o acréscimo de mais um fracasso à sua coleção, Celso Juarez Roth baixa a cabeça, como que envergonhado diante do resultado. Ignora que perder para os de azul, preto e branco, mesmo à margem do rio, não é vergonha para ninguém, vergonha será encarar o olhar dos por ele comandados, sabendo que o sonho de conquistar a América pela terceira vez já vai longe, ou nem tão longe assim, dois quilômetros ao leste.

 

Autor: Daniel Rohr – Blog “Ele não sabe do que fala”.

 


 

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2 Comentários leave one →
  1. Daniel permalink
    março 17, 2011 12:11 pm

    Temos motivos muito mais importantes para ganhar essa Libertadores do que jogar na cara do Burroth o quanto ele é ridículo (aliás, nem é preciso tanto pra deixar isso claro). Ele pode pensar que é o centro das atenções, mas eu não perco o meu tempo pensando no recalque que ele sente em suas derrotas e nas nossas vitórias. Não vejo motivos pra darmos atenção a esse sujeito quando temos uma competição dessa magnitude em jogo. Talvez no caso de um GREnal histórico na Copa, se vier a acontecer. Mas por ora, o foco deve ser apenas o Grêmio.

  2. Rennan Oldra permalink
    março 17, 2011 9:32 pm

    Quero deixar aqui o meu sincero, “Bando de filho de uma puta”, quero agradecer a torcida do Grêmio, não toda, mas a parte que vive reclamando e que fez com que o Grêmio perdesse o seu melhor jogador: Jonas. Graças a isso vemos os “grandes” jogos que o Grêmio vem fazendo.
    Muito obrigado mesmo.

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