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Libertadores’2011: derrota na hora certa?

fevereiro 25, 2011

Lúcio foi vetado, e o Grêmio ganhou um problema. A equipe gremista que Renato Portaluppi escalou no gramado do Metropolitano de Barranquilla pendia para um lado: o direito. A ausência de um jogador posicionado na esquerda de ataque traz [e trouxe] dois prejuízos: primeiro defensivamente, quando dá ao adversário espaço [e põe espaço nisso] para criar sempre com um jogador a mais. A tal da “avenida” que o Junior soube explorar. Depois ofensivamente, tira da esquerda, até então o setor de mais criatividade do time, o poder de apoio e parceria do lateral, no caso Gilson, com um jogador à sua frente. Nem Fábio Rochemback nem Adílson têm [ou devem] ter o “cacoete” de cair por lá, e Douglas é centralizador de jogadas. Carlos Alberto ajuda Gabriel, antes isolado pela direita.

Mas até os 15 minutos de primeira etapa tudo correu aparentemente bem. O gol, logo aos 4 minutos, com presença de Adílson no ataque e o toque inteligente de Douglas para Borges abrir o placar. Consequência da marcação adiantada, com atacantes quase na meia-lua do campo adversário. E também do respeito do Junior, que se mostrou intranquilo no começo de partida. Um terço de primeiro tempo nosso. Só que aí…

O recuo pós-gol soa natural à qualquer equipe, não a de Portaluppi. A marcação outrora adiantada, passou a se postar no seu campo de defesa com os 11 jogadores atrás da linha do meio campo. Chamamos o adversário, que gostou do jogo. Hernández gostou mais. Camisa 10 de time sul-americano monopoliza jogadas. Passa a bola e já pede ela de volta. Ora inicia a jogada, ora participa dela, ora a conclui. A certeza é que passará por seus pés os melhores lances. Um meia difícil de marcar. Se movimenta muito, por todo o campo. Porém, caberia mais atenção.

O gol do capitão rojiblanco no bate-rebate de nossa zaga com o ataque “deles” foi consequência da inconsistência defensiva pela esquerda e da liberdade dada a esse bom jogador colombiano. Fora o recuo já mencionado e os erros de passe. Muitos erros de passe, cometidos no meio campo que não prendia a bola e era facilmente desmarcado. E ao perder a bola, cometia faltas em excesso. Carlos Alberto foi “vítima” disso: buscava carregar a bola em jogada individual, quando o jogo era de toque e recebe, roubavam-na dele e na recuperação faltas cometidas.

O cartão amarelo foi resultado previsível. Sua substituição, ainda no primeiro tempo, também. Em dado momento, a transmissão da TV mostrou Portaluppi falando com o auxiliar Alexandre Mendes: “MAIS UMA FALTA VAI DAR EM EXPULSÃO”. Prova de que nosso técnico sabe o que faz, foi a substituição que tentou consertar “dois coelhos com uma cajadada só”. Preservar Carlos Alberto da expulsão e equilibrar a equipe, povoando o lado esquerdo com a entrada de Bruno Collaço. Os “sustos” cessaram e o o primeiro tempo se foi.

O Grêmio se reorganizou com o decorrer da etapa final. Posse de bola, o jogo pela esquerda voltou mesmo que sem a qualidade que teria com Lúcio por ali. De contrapartida, Gabriel pouco apareceu pelo outro lado de ataque. Porém, por mais que houvesse domínio da partida e o adversário ficasse, à espera de um erro, assistindo, o Grêmio não era objetivo. Boa troca de passes e movimentação até o penúltimo passe. Faltou conclusão à equipe gremista. E quando ia concluir, o defensor puxou e o árbitro fez que não viu. Mais um belo passe de Douglas [que some da partida, mas quando aparece…] e Borges foi seguro pela camisa.

Cruzamentos deveriam ser mais bem aproveitados e faltas não servem para treinar o goleiro adversário. É de longe a cobrança? Põe no burburinho, por mais que nossos zagueiros ou atacantes não convertam cabeçadas em gols. Mas já que lá de perto não levava perigo, que seja de longe. Rodolfo foi providencial ao desmarcar na bola o dono do time colombiano [só o zagueiro e Viçosa foram felizes na tentativa] e depois inteligente ao ver adiantado o goleiro. Que capricho da bola em não entrar. Que castigo na bola seguinte levarmos o gol. De escanteio, na bola aérea, a falha de nossa zaga e o gol da virada colombiana. Não havíamos perdido uma disputa pelo alto, na que perdemos o preço foi caro.

A derrota por 2×1 é admissível, diante da premissa do adversário mais perigoso do grupo ser o Junior. Fácil de assimilar pela consciência de Portaluppi em analisar erros e acertos. Como o fez após o jogo. Importante para colocarmos os pés no chão e tirarmos da cabeça a ideia de que o caminho em busca da AMÉRICA TRICOLOR não terá suas pedras no caminho [utopia!].  Bom que foi agora. Sim, mais uma derrota no momento que podemos perder. A recuperação se dará e o futuro nos dirá até onde podemos chegar. Creio que iremos longe, lutaremos pela taça. Aguante, Grêmio!

Rodolfo ≠ Paulão: Tem quem diga que Paulão faz a ligação direta [balão] por ninguém aparecer para o jogo. Não é verdade. O zagueirão não tem a qualidade de Rodolfo, que quando sai [mesmo de ligação direta] acerta os passes. Há que se ter tranquilidade e categoria para isso. Rodolfo tem. Paulão não. Tem quem goste dessa combinação [tosco + estilo]. Eu, não muito.

Arbitragem: Sempre erram. Como de hábito, erraram contra o Grêmio. Não falo de arbitragem. É chover no molhado. Temos que transpor ambos adversários. No caso de ontem, Junior Barranquilla e Marco Antonio Rodríguez.

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10 Comentários leave one →
  1. Maria permalink
    fevereiro 25, 2011 4:34 pm

    Nada desesperador, mas é um alerta. Acho que um empate espelharia o que foi o jogo.

  2. heraldo permalink
    fevereiro 25, 2011 5:17 pm

    após nosso gol, ca, volta em demasia,e tras consigo o jr, unico erro , o resto foi esta conseguencia, tanto é que depois que colaço entrou, não fizeram mais nada

  3. Fernando Larrondo permalink
    fevereiro 25, 2011 7:05 pm

    Na minha opinião, o culpado foi o Maurício Saraiva … “o grupo do Grêmio é o mais fraco”… como Seu Maurício???? Tens acompanhado o Petroleiro, o Barranquilla e o León???? Como um cara desses é comentarista!!!!!!! Tenho assistido muitos muitos jogos dessa Libertadores e garanto que o Barranquilla está acima da média!!!!!

    • Alexandre permalink
      fevereiro 25, 2011 7:22 pm

      Os grupos do Grêmio e do Inter são os mais fracos da LA’11.

      O que diferencia o grupo do Grêmio para o grupo do Inter, justamente como tu citou, é o campeão colombiano.

      Sendo assim, sem dúvida alguma, o grupo do rival é o mais fraco dessa edição da Libertadores !

  4. Juliano permalink
    fevereiro 25, 2011 8:47 pm

    Juiz muito ruim, no primeiro gol doa colombianos mão clara no inicio da jogada, penalti escancarado em Borges, inversão de faltas, totalmente caseiro o juiz….é brabo.
    Muito azar no jogo, bate rebate sobra para o primeiro gol, no lance do Rodolfo a bola pica e sobre muito, que pecado.
    Lúcio fez muita falta, Carlos Alberto muito mal. Lado esquerdo com problemas, primeiro tempo time se perdeu, voltou bem para o segundo e mais uma vez falha na bola aérea. Enfim resultado injusto, nada preocupante para classificação, só ficou comprometido a melhor campanha, mas de repente seja bom esse tropeço, se tivesse ganho talvez não ficasse evidente os nossos problemas. Rumo a tri…..eu sei que vai dar

  5. Juliano permalink
    fevereiro 25, 2011 8:59 pm

    Bom quanto a Carlos Alberto ele foi o que eu esperava dele sempre, me surpreendi na partida anterior, mas infelizmente ele voltou a ser ele mesmo. Já Adilson melhorou mesmo, não gosto de seu futebol, mas não comprometeu, as vezes acho ele meio desligado na marcação e se posiciona errado. Outra coisa é que os jogadores do Grêmio tem que parar de se jogar e tentar ficar cavando faltas ou reclamando, só para se for derrubado, Libertadores é mais pegado.

    • Eduardo permalink
      fevereiro 26, 2011 1:06 pm

      Desligado na marcação? O alemão é um dos maiores ladroes de bola do pais. Se quer falar mal, fala do passe não das qualidades. Tem cada corneteiro que aparece…

      • Mariele permalink
        fevereiro 26, 2011 1:56 pm

        É isso aí!!!! Adilson desde o ano passado vem tendo boas atuações pelo Tricolor. Não acho que ele ande desligado na marcação. Admiro o seu caráter, e gosto muito do seu futebol.

      • Juliano permalink
        fevereiro 27, 2011 1:37 pm

        Corneteiro não, o cara é ruim mesmo, mas atuação dele nesse jogo foi boa. Quanto ao desligado na marcação é só olhar os jogos, quantos jogadores entram pelo meio e ele troteando na intermediária. Sem falar que faz muita falta, roubar bola é tirar do advesário sem fazer falta e dar sequencia na jogada. Quanto ao caráter não ganha jogo, também adimiro o gremismo dele, mas só isso não me serve.

  6. Gremista de Coração permalink
    fevereiro 26, 2011 12:28 am

    Perdemos quando podiamos perder, isto é bom. Melhor perder agora do q na fase do mata-mata concerteza, mas nao podemos deixar resultados negativos nos abalarem a ponto de tirar a confiança de nossos jogadores. O time nao estava nos seus melhores dias, perdia bolas com mta facilidade, errava passes e algo q me preocupou foi o nosso meio de campo. Douglas me pareceu um pouco fora de forma, deu passses brilhantes como foi o do gol do Borges mas infelizmente no segundo tempo ficou sumido parecia muito cansado e acho q o Renato podia ter tirado ele ja pro segundo tempo e entao com sangue novo partir pra cima

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