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Bom com Lúcio na meia, mas melhor com ele na lateral?

fevereiro 7, 2011

Percebo o temor dos torcedores diante da possível volta de Lúcio à lateral esquerda (ou ala esquerda). De certo modo, compartilho do mesmo. O hoje meia era destaque no ano passado e em 2011, nos poucos jogos da atual temporada, é o mais regular da equipe de Renato Portaluppi. Novamente, assim como em sua primeira passagem pelo clube em 2007, Lúcio mostra a ousadia, velocidade e técnica que o alçaram a “ídolo” da torcida. Diante disso, porque mudar?

Lembro da equipe de Mano Menezes, no primeiro semestre de 2007. Aquela que era um caos fora de casa, mas que se garantia no Monumental pulsante com mais de 40 mil gremistas. Chegamos à final da mesma desejada agora Copa Libertadores da América, apesar dos problemas. A maior arma do esquema tático do atual técnico da seleção brasileira era a dupla “infernal” Lúcio mais Carlos Eduardo. Na primeira partida da semifinal contra o Santos, que foi 2×0 mas deveria ter sido mais de oito, os dois canhotos tontearam a zaga santista nos 90 minutos de partida.

Quis ressaltar este jogo, pois foi emblemático o aproveitamento desta jogada pela esquerda na época. E como hoje, com Portaluppi na casamata, o Grêmio segue criando, arrisco dizer pois não tenho estatística e sim olhômetro, mais da metade das criações de jogadas por aquele lado do gramado, há a necessidade de qualificar a ala esquerda do esquema tático gremista. Perdemos muito com Gilson, bom garoto mas tímido, e com Bruno Collaço, apesar do seu jogaço contra o uruguaio Liverpool. Mas ganhamos muito com Lúcio e um à sua frente.

Poderia ser esse o meia recém chegado Escudero? Os vídeos, e só o conheço por eles, mostram um jogador de condução de bola pela ESQUERDA, “agredindo” os adversários com dribles curtos e surpreendendo os goleiros com chutes secos à gol. Se encaixaria com Lúcio, assim como Carlos Eduardo se encaixava? Aí nosso técnico vai nos dizer na base dos treinamentos e depois nos jogos. Mas é onde vejo o argentino na equipe titular. Não poderia ser ele um atacante. Para isso o outro recém chegado Carlos Alberto, ao que parece no post do Grêmio 1983, do André Kruse, poderia ocupar a vaga ocupada hoje por Júnior Viçosa.

O que quero deixar bem claro é que Lúcio como meia deu certo. Muito certo. Mas pode dar mais certo com ele recuado avançando à medida que tem qualidade à sua frente para criar as jogadas de gol, bem como ocorria há mais de três anos. Ressalto as boas contratações feitas pela direção, que demoraram mas agradaram. Com Rodolfo, Carlos Alberto e Escudero entrando na equipe (imaginando o time com o que tem de melhor) e dando resposta imediata, quem segura este nosso Grêmio na Copa Libertadores da América? Quem?

Aguante, Grêmio!

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11 Comentários leave one →
  1. Jonas Silveira permalink
    fevereiro 8, 2011 12:10 am

    Eu acho que se não vier segundo atacante(e aposto que não vem mais), o Renato vai se obrigar a fazer mudanças no esquema

    Houve um momento há pouco tempo atrás onde ele acenou com um possível 3-6-1. Não se desesperem, não é tão ruim quanto parece.

    Victor, Vilson(Mário), Paulão e Rodolfo; Rochemback(volante) Gabriel(ala direita), Carlos Alberto(meia direita), Douglas(centro), Escudero(meia esquerda) e Lúcio(ala esquerda); André Lima(Borges).

    Mantem um losango no meio(Rocka, CA, Escudero e Douglas), com dois alas capazes de marcar, guarnecendo o sistema defensivo pelos lados do campo, tanto André Lima quanto Borges fazem um grande trabalho de pivô e podem desequilibrar tramando jogadas com os meias que vêm de trás.

    • Daniel permalink
      fevereiro 8, 2011 11:50 am

      3-5-2 é muito difícil de se adaptar ao time. O Renato chegou a usar esse modelo no Fluminense, mas não foi algo implantado de uma hora pra outra. Além disso, eles tinham o Thiago Silva e até o Roger (o nosso Roger) na zaga, ou seja, a qualidade individual muitas vezes compensava o esquema.

      • Daniel permalink
        fevereiro 8, 2011 11:51 am

        3-6-1, aliás.

      • Jonas Silveira permalink
        fevereiro 8, 2011 4:00 pm

        Mário, Vilson e Rodolfo são zagueiros de qualidade, demonstraram isso… O time do Grêmio, no quesito técnica, é impecável. Não há um jogador que deixe dúvidas ou que a torcida não aprove.

        O 3-6-1 é um esquema que não faz nenhuma improvisação, todos jogam em suas posições de origem… é uma solução a curto prazo, para que se possa avaliar os novos contratados.

      • Daniel permalink
        fevereiro 8, 2011 4:42 pm

        O problema não é a qualidade dos jogadores, é ter que depender demais dela pra compensar a desorganização de um esquema ruim.

      • Jonas Silveira permalink
        fevereiro 9, 2011 1:46 am

        Não há esquema ruim. Alguns anos atrás, 4-3-3 era uma loucura, com um volante só, ainda pior, uma temeridade. Aí vêm o Santos e é campeão da Copa do Brasil com esse esquema.

        4-5-1 também, era uma retranca imprestável, o placar com sorte não sairia do zero a zero… aí vem Mano Menezes e faz excelente campanha no brasileirão, com um grupo bem pior.

        O que vai definir a perfomance é a estratégia, as funções de cada jogador. É mais fácil se todos estiverem em suas posições de origem.

  2. Daniel permalink
    fevereiro 9, 2011 9:09 am

    O Santos é mais um exemplo do que eu disse acima. Qualidade individual compensando a fragilidade do sistema. Um ataque que faz 5, uma defesa que leva 4. Esquema pode não impedir um time de ser campeão, mas não quer dizer que ele não seja ruim.

    • Jonas Silveira permalink
      fevereiro 10, 2011 3:27 pm

      O Santos foi campeão pois acomodou suas melhores peças, cada um em sua posição de origem, desempenhando uma função à qual estavam acostumados.

      É isso que o Grêmio deve fazer, mesmo que tenha que usar um esquema mais distante dessa lógica burra e ultrapassada que prega que só há sucesso no 4-4-2 ou no 3-5-2(que, por sinal, é muito mais fraco que o 3-6-1, entrega o meio de campo para o adversário).

      • Daniel permalink
        fevereiro 10, 2011 5:53 pm

        O meio de campo tem que se organizado, não povoado. Essa idéia de que lateral habilidoso tem que ser ala foi o que tornou tão difícil formar bons jogadores na posição. Isso funciona bem contra times fracos, que dependem dos lados do campo pra ter velocidade, mas um time com opções contorna isso fácil com um jogador mais veloz no meio.

      • Jonas Silveira permalink
        fevereiro 11, 2011 9:27 am

        Não falei em meio povoado, o meio de campo permanece igual, com um losango de quatro jogadores, só que os alas ganham liberdade. Ambos tem a característica do apoio, e assim podem aparecer como pontas com mais frequência. O que não impede que marquem como laterais.

        A falta de laterais não é culpa do uso de alas, o lateral era o marcador do antigo ponta, que não existe mais. É natural que a posição vá perdendo a característica de marcação e avançando, principalmente por terem abolido esquemas de três atacantes.

        Na Europa, onde é raro achar um 3-5-2, eles colocam zagueiros como Arbeloa e Puyol na posição de lateral-base. Milan já foi campeão com quatro zagueiros
        de origem, para fechar as duas linhas.

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