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Minha primeira Libertadores

janeiro 25, 2011

Muitos de vocês, que nos honram acessando o blog, não viram a campanha vexaminosa na Copa Libertadores de 1990. Caímos na primeira fase, quarto no grupo. A pior campanha do Grêmio na adorada competição continental. Foi melhor não ter visto.

Nasci três anos antes daquela edição. No máximo entendia à época que a bola era redonda. Talvez nem isso. Futebol para mim, que tenha lembrança, ganhou significado a partir de 1993. Ano em que o tricolor, ressurgido das trevas e já sob o comando do presidente Fábio Koff, foi Campeão Gaúcho.

Mas do título regional guardo apenas o pôster de campeão, em alguma caixa aqui de casa. No papel de jornal amarelado, tem agachado o talentoso meia-atacante Dener na foto. Aliás, único título profissional que esse craque pôde comemorar em vida. Infelizmente, morreu cedo e antes de o Vasco se sagrar campeão carioca no ano seguinte.

A razão para lembrar daquela conquista de estadual está no fato de que, na época, não havia convites da CBF a clubes para a disputa da Copa do Brasil. Somente o campeão estadual e o vice-campeão em alguns estados específicos se garantiam na edição seguinte do melhor atalho à Copa Libertadores. Ou seja, 1993: onde tudo começou.

No mesmo ano, voltara ao Olímpico, após breve passagem em 1987, Luiz Felipe Scolari. Mas do técnico que viria a ser ídolo de todos os gremistas em breve, poucos gostavam. Somente Koff o bancava. Foi o terceiro a estar à beira do campo naquela temporada. No campeonato nacional, ficou na 11ª colocação. Para 1994, nenhuma mudança na casamata.

Ano de Copa do Mundo e do consequente tetracampeonato da seleção brasileira. O que pouco importa, já que no mês seguinte um fato mais importante aconteceu. Aos 3 minutos de bola rolando no Olímpico, a cabeçada do artilheiro Nildo contra o Ceará, na finalíssima da Copa do Brasil de 1994. Um gol de título. De vaga à Copa Libertadores de 1995.

Se futebol passou a significar algo para mim em 1993, dois anos depois era tudo que um pirralho como eu precisava para viver. Era um tal de acordar, comer e dormir abraçado com uma pelota. Atrelado a isso, o Grêmio na Copa Libertadores. Minha primeira. Que por coincidências da vida, como parece estar acontecendo hoje, o tricolor entrava desacreditado na competição.

Também pudera, a direção gremista havia contratado (pelo menos trouxe alguém) um amontoado de desconhecidos, refugos ou jogadores em fim de carreira. Veio dois paraguaios. De times cariocas vieram um craque “bixado” mais dois renegados nas costas. Sem contar o rodado centromédio e outro volante de malas prontas com destino ao Pará.

Mas Felipão fez daquilo um time. E que time! Na ponta da língua de todos os gremistas. Moldado ao longo da competição. Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes e Jardel. Difícil acreditar que atuou apenas quatro vezes completo na campanha do Bicampeonato da América. Mas é a pura verdade. A impressão é que jogou muito mais. Jogava demais.

Da campanha, como esquecer dos embates com o Palmeiras. Foram quatro: uma vitória, um empate e duas derrotas. Mas quem se classificou? Graças àquela goleada de 5×0 – dali partimos para o título. Aconteceu de tudo naquela partida. A “treta” de Dinho versus Válber, onde o louco do Danrlei esqueceu do jogo e saiu a brigar atrás da goleira. E não foi expulso. Pra fechar, fosse hoje, Jardel pediria uma música no Fantástico.

Aquele time foi o cúmulo da perfeição, ainda mais por se achar que seria o contrário. Como não ser gremista após aquela conquista. Como não comemorar feito criança, de fato era uma, ao ver o Capitão América levantando a taça. Faz tempo, Grêmio. Mais de 15 angustiantes anos. Quero viver aquela emoção novamente. É assim a cada edição de Copa Libertadores que tu estás.

1996, 1997, 1998, 2002, 2003, 2007 e 2009. Há sete edições renovo as esperanças. Chegou a oitava e amanhã começas a trilhar o caminho em busca do Tri da América. Sabemos que é possível, nós torcedores, mesmo que para isso tu se compliques, tenha dirigentes incapazes de se unir neste momento crucial por “politicagem”.

Mas nós estaremos contigo. Na boa ou na ruim. É melhor começar assim, desacreditado e sem “oba-oba”. Com todos duvidando, mas temendo. Pois o Grêmio tem a cara dessa competição, nasceu para vencê-la. E a venceremos pela terceria vez. Vamos Grêmio! Soy Loco por Tri América!

______________________________

Relembre as conquistas do Grêmio na Copa Libertadores em 1983 e 1995.

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5 Comentários leave one →
  1. Daniel permalink
    janeiro 25, 2011 8:24 pm

    Uma das coisas daquele time que mais tem faltado ao Grêmio nos últimos anos – além do futebol e da raça, claro – era a personalidade da equipe. Desde o goleiro “bad boy”, passando pelo volante carrancudo, até um atacante meio mascarado (mas justificado pelo talento)… Hoje, o caráter mais marcante no Tricolor é o do treinador, mas isso já vem dos seus tempos de jogador também.

    É uma pena o que o marketing e os assessores de imprensa fizeram ao futebol.

  2. observador permalink
    janeiro 25, 2011 10:03 pm

    Bom a lembrança da minha primeira libertadores foi bem melhor pois fomos campeos pela primeira vz eu tinha 8 anos e ainda me lembro muito bem!!

  3. jean permalink
    janeiro 25, 2011 10:07 pm

    a cada ediçao de libertadores eu rezo muito mais muito para conquistarmos esse caneco tao sonhado e desejado por nos que temos 2 mas nao saciamos a nosso sede queremos mais eu infelismente com 15 anos de idade nasci justo no ano do bi nao consegui comemorar entao eu quero muito poder comemorar mas nao é uma questao pessoal pur comemorar mas é uma questao que todo o torcedor gremista merece por tudo o que passamos na decada passsada nos mereemos o GREMIO merece .
    porque ? porque respiramos libertadores até quando nao estamos presente uma libertadores sem nos ´nao é libertadores . soy loco por tri américa

  4. Gremista de Coração permalink
    janeiro 25, 2011 10:50 pm

    Realmente meu amigo… o time nao é dos melhores, nos falta reforços, aqueles q consideravamos possíveis “salvadores” estao debandando… mas quem liga? a força e o explendor desse nome q é GRÊMIO é capaz de superar tudo e todos, vamos juntos, tenho fé, até hoje nunca vi meu time vencer uma competição importante como é a Libertadores, mas.. acho que fui abençado, no ano q nasci nosso Tricolor foi Bi-campeão e agora, 15 anos depois vamos com fé ser TRI!

  5. Gabriel Peter permalink
    janeiro 26, 2011 7:04 pm

    Nasci justamente no ano do BI, não pude comemorar aquela conquista. Mas, não tenho nada a temer, pois o tri chegará este ano!

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