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dezembro 18, 2010

Este blog tentou acompanhar o Grêmio Sub-20 no Campeonato Brasileiro da categoria. Não foi possível. Qualquer análise ficou restrita à estreia contra o Botafogo, vitória por 2×1, cuja impressão não foi das melhores. Dos outros três jogos – Grêmio 1×3 Cruzeiro, Grêmio 3×2 Ceará e Grêmio 0x0 Prudente -, pouco se sabe além dos placares.

Já temíamos por maus resultados na competição em função das péssimas campanhas da categoria em outras competições ao longo de 2010, mas não esperávamos a queda na 1ª fase. Na última rodada do Grupo 3, terça-feira (14/12), bastava ao Grêmio uma vitória simples sobre o Prudente. O jogo se arrastou sem gols até o fim e o tricolor, atual bicampeão, caiu. Um tricampeonato ficou, no mínimo, para 2011.

A competição já avançou às semifinais. Neste domingo, o Palmeiras pega o Vitória por uma das vagas à final. Logo depois, Cruzeiro e Vasco lutam pela outra vaga. Para acompanhar o desfecho do Brasileiro Sub-20, aqui está o site da Federação Gaúcha de Futebol (confuso e desatualizado).

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3 Comentários leave one →
  1. borracho permalink
    dezembro 19, 2010 12:26 pm

    Uma pena, mas ja era de se esperar isso… da uma olhada nesse texto q saiu no site Olheiros.net sobre a gestao do Duda Kroeff na Base:

    Decadência na Azenha
    Dassler Marques – 19/10/2010

    Quando assumir a presidência do Grêmio em 2011, Paulo Odone precisará mais uma vez olhar com carinho para as categorias de base. Ponto alto da gestão que tirou o clube da Série B e colocou na final da Libertadores, o processo de formação gremista, especialmente neste ano, decaiu de maneira séria. A grande razão para isso vem da política que orbita em torno da Azenha.

    Por motivos que vão além das questões técnicas, a direção do Grêmio destituiu Paulo Deitos do comando do departamento amador e deu margem ao processo de reformulação que, até os dias de hoje, não surtiu frutos. Comandado por Paulo Autuori, o trabalhou foi encampado pela grande mídia como inovador. Máximas como “não vamos priorizar resultados” e “vamos formar laterais e meias” foram compradas como a descoberta da luz elétrica. Na prática, não foi bem assim.

    Como pertencia à turma de Odone, Deitos foi demitido, mesmo caminho concedido a Julinho Camargo, treinador de méritos inquestionáveis nos juniores gremistas. Passando por sua mão, jogadores chegavam aos profissionais com senso tático acima da média e tinham a personalidade como um ponto em comum. Era raro algum nome bater em cima e voltar.

    Em 2010, já com a reformulação consolidada, isso não aconteceu. Não há um só jogador que tenha partido dos juniores, neste ano, e venha se destacando com Renato Gaúcho ou mesmo que tenha se destacado com Silas. Saimon, Neuton, Fernando e Bergson não se solidificaram na equipe de cima, embora haja qualidade especialmente nos dois primeiros. Douglas Costa e Bruno Renan, dois jovens com grande potencial, foram descartados e se tornaram dinheiro graças ao empresário Cesar Bottega, responsável por levar ambos ao Shakhtar.

    Isso também é fruto de um ambiente que não funciona com harmonia. Gente próxima ao departamento amador diz que o clima entre os avaliadores gremistas é tenso e não há confiança de uns com os outros. Edson Aguiar, eleito como o homem a comandar esse processo de reformulação, passa longe de ser unanimidade. Com salários altos, ele e Mauro Rocha, ambos fortes no departamento amador, deixam a desejar.

    A questão central é que a reformulação no setor, naturalmente, não foi 100%. Gente do grupo antigo não aceita saídas motivadas pela gestão de Duda Kroeff. Naturalmente, os mais recentes têm atitude similar. Só mesmo quando o novo grupo assumir o Grêmio, em 2011, é que as questões poderão ser sanadas. A turma de Edson Aguiar, provavelmente, não irá permanecer.

    A nova direção poderá alegar falta de resultados. Nos tempos mais recentes, só dois títulos em tese importantes foram conquistados pelo Grêmio. O bicampeonato do Brasileiro Sub-20, uma competição cada vez mais fraca, e a Copa FGF Sub-17. Nesse torneio, em especial, foram cometidos erros graves de arbitragem na semifinal contra o Juventude. A final, contra o Inter, terminou em pancadaria. Em torneios fortes como a Copa São Paulo e a Taça BH, os garotos gremistas “levaram pau”.

    Toda essa crise, unida à saída de Andrey Lopes dos juniores aos profissionais, também promoveu trocas importantes nas comissões técnicas na base tricolor. Cristian Souza, ex-treinador dos juvenis, assumiu o júnior. Seu antigo preparador físico, Emmanuel, virou o novo comandante do sub-17, mas teve um início ruim. Foi o elemento catalisador para que as coisas piorarem. Também não há só um craque que seja em todas as divisões de base do Grêmio. O melhor jogador, fisicamente privilegiado, ainda convive com suspeitas a respeito de sua idade.

    Naturalmente, a base gremista tem seu valor e o DNA de lançar garotos está vivo dentro do clube, tradicional viveiro de talentos. Só se perdeu, nos últimos tempos, a organização, a competência e a harmonia que levaram nomes como Lucas Leiva, Anderson, Carlos Eduardo, Rafael Carioca e Willian Magrão, entre outros, a brilhar entre mais velhos. A política, não há dúvidas, estragou o trabalho.

    Firulas

    #1
    Em jogo recente do Grêmio B, profissionais da base gremista quase cometeram um trapalhada sem tamanho. Tentou se fazer um esforço grande para Marcelo Grohe, de chegada prevista com o grupo profissional às 15h30, entrasse no segundo tempo da partida, cujo início era às 15h. Por pouco, Grohe não foi relacionado. Já pensou se o goleiro titular se lesiona no início do embate e não há um reserva no banco? A história virou folclore na Azenha.

    http://www.olheiros.net/artigo/ler/2290

  2. borracho permalink
    dezembro 19, 2010 12:33 pm

    Pelo menos nao foi tudo por agua abaixo… a categoria sub-16 q ganhou a SC Cup parece q ainda tem boas promessas:

    Tirando um peso das costas
    Lincoln Chaves – 13/12/2010

    O time profissional do Grêmio conseguiu a vaga para a Pré-Libertadores, sagrando-se ainda a melhor equipe do segundo turno do Brasileirão. Porém, quando se olha o time titular, nota-se que a antes marcante presença de jogadores da casa é baixa – apenas o volante Adilson, que já vem de pelo menos duas temporadas no time de cima, tem presença frequente. Situação fruto principalmente das mudanças estruturais no departamento de formação, como já havia apontado o amigo Dassler Marques.

    >>> Política prejudica vestiário e gestão Kroeff derrubou trabalho da base gremista
    >>> Brasil Sub-16 perde para seleção do Senegal. Discuta no blog

    Até por isso, a conquista da SC Cup Sub-16, obtida com a geração /94 tricolor, considerada a mais promissora dentre as atuais na formação gremista, vem para dar uma “amenizada” nas críticas ao fraco 2010 da base tricolor. A campanha campeã não se caracterizou exatamente pelo destaque de talentos mais diferenciados – algo que vem sendo alvo de cobranças na Azenha -, mas pela determinação do conjunto, que apesar das dificuldades, apresentou um bom padrão de jogo e soube trabalhar em equipe.

    No primeiro momento, o Grêmio até despontou como bom candidato à conquista, vencendo com tranquilidade rivais como Santo Amaro (8 a 1), Criciúma (3 a 1) e Juventus (5 a 0). Porém, quando se depararam com um adversário mais competitivo – a elogiada geração /94 do Vasco -, os garotos gremistas já encontraram alguns problemas, mas contaram com um bom aproveitamento nas penalidades para levar a melhor depois de um equilibrado empate em 3 a 3.

    Nas quartas de final, novo e difícil encontro, dessa vez com o Atlético-MG, e vitória apertada por 1 a 0, com um gol tranquilizador do volante Rodrigo Ribeiro, logo no começo do jogo. Nas semifinais, o triunfo ante o Botafogo veio, mais uma vez, com cobranças na marca da cal (4 a 2, após empate sem gols). E na decisão contra o Atlético-PR, apesar de bastante superior em campo, o tricolor ficou em mais um empate, agora em 1 a 1, precisando de novo dos pênaltis para garantir o caneco.

    A campanha foi apertada, é verdade, mas acabou bem encaminhada por um time que primou, dentre outras coisas, pela eficiência do conjunto. Muito por colaboração da dupla de volantes formada por Rodrigo Ribeiro e principalmente Misael, que mostrou qualidade no domínio da bola e na saída com esta para o jogo. Misael, aliás, tem passagem em seleção de base e mesmo não sendo badalado como o colorado Marlon Bica, por exemplo, é um dos jovens mais elogiados das canteiras do Olímpico.

    Quem também teve boas referências em Santa Catarina foi o meia-armador Kelvy, que já foi inclusive relacionado em partidas do sub-20. Por sua vez, o centroavante Lucas Coelho, se não primou pela qualidade técnica, voltou a mostrar eficiência como homem de área, em especial nos quatro jogos da primeira fase, quando marcou seus sete gols na competição. Após a boa sequência no começo do torneio, caiu de produção tal qual o setor ofensivo tricolor, mas seguiu como principal goleador do certame.

    Outra característica do Grêmio campeão da SC Cup foi o preparo físico. Prova disso é que, na final contra o Atlético-PR, naquele que foi o sétimo jogo de ambos os times em oito dias de disputa, os gremistas se colocaram em campo bem mais inteiros fisicamente e dominaram o rival paranaense, que só chegou efetivamente com perigo em duas oportunidades na partida – uma bola na trave no primeiro tempo e o gol, já nos acréscimos da segunda etapa.

    A vitória em Santa Catarina, como dito, veio quase que como um bálsamo em um momento difícil. Surge para dar credibilidade aos elogios que a geração /94 vinha recebendo há pelo menos dois anos, e propicia uma melhor perspectivas à direção que (re)assumirá o clube no próximo ano, encabeçada por Paulo Odone, que na gestão anterior, havia se caracterizado pelo importante cuidado com a base. Afinal, em 2010, não foram muitos os motivos que levaram o Grêmio a comemorar na formação.

    No tocante a títulos, por exemplo, o tricolor só mostrou força efetivamente com seus juvenis, levantando o caneco na Copa FGF Sub-17. Porém, viu o Internacional conquistar a Copa FGF Sub-19, a Copa Ênio Costamilan e os Gaúchos Sub-15 e Sub-17. Além disso, o clube da Azenha teve campanha fraca na Copa São Paulo, Taça BH e na Copa Brasil Sub-15, caindo na primeira fase em todas. No torneio que chegou mais longe, a Copa Brasil Sub-17, os gremistas acabaram caindo ante os rivais colorados na decisão.

    Além disso, sob a ótica estrutural, como já dito – e recomendado a leitura do texto do amigo Dassler Marques -, o Grêmio ainda se viu em “crise” após as mudanças na composição do departamento de base. E não bastasse, surgiu recentemente a denúncia de que o antigo coordenador técnico da base tricolor, José Alzir Flor da Silva, abusava de meninos da formação gremista. Silva já foi demitido e irá a julgamento.

    O Brasileiro Sub-20 ainda está em decorrência e o tricolor segue com chances de conquistar o tri. No entanto, o “descaso” com o qual alguns clubes tratam o torneio e as limitações do time júnior gremista deixam dúvidas – como em 2009 – sobre o real impacto da eventual conquista do certame. O ponto positivo, porém, está justamente na geração vencedora em Santa Catarina, que segue a bons passos para que se voltem a ver bons frutos no Olímpico. Desde que o trato com esses garotos volte a ter a eficiência de outrora.

    http://www.olheiros.net/artigo/ler/2395/tirando_um_peso_das_costas

  3. borracho permalink
    dezembro 19, 2010 12:38 pm

    Mas pelo visto nao da pra ter muitas esperanças de um aproveitamento maior dos guris nos profissionais mesmo com o Odone na presidencia:

    19/12/2010
    Dirigentes do Grêmio terão muito trabalho na semana de Natal

    “…Outros jogadores, egressos da base, devem sair para adquirir experiência. O Criciúma tenta levar nomes como o goleiro Busatto e o meia Roberson, mas ainda não obteve resposta tricolor.”

    http://globoesporte.globo.com/futebol/times/gremio/noticia/2010/12/dirigentes-do-gremio-terao-muito-trabalho-na-semana-de-natal.html

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