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Há 27 anos, o nosso dia

dezembro 11, 2010

Era uma noite fria de Porto Alegre, naquele 28 de julho de 1983. Exceto, porém, em um lugar, exatamente o Estádio Olímpico, onde o calor dos ânimos fazia parte daqueles 73 mil espectadores que assistiam a Grêmio e Peñarol. O jogo estava difícil, afinal, era nada menos do que uma final de Libertadores da América, contra os uruguaios, campeões nacionais de 81 e 82 e atuais detentores do título mundial e da América.

A partida estava 1×1. Caio fez o Olímpico explodir de alegria ao fazer o primeiro gol, mas Moreno, 15 minutos depois, ainda deixava indefinida a partida. Contudo, aos 31 minutos da etapa final, Renato, pressionado por dois marcadores do Peñarol ao lado direito do campo, cruza a bola de maneira magistral. Dentro da área, César surpreende a marcação uruguaia e cabeceia a bola para o gol. Era o gol da conquista da América e a passagem para Tóquio, onde o Grêmio disputaria o seu primeiro Mundial Interclubes.

O adversário era o Hamburgo, então bicampeão alemão. Antes de a festa gremista ocorrer em Porto Alegre, os alemães festejavam o título europeu, conquistado no dia 25 de maio daquele ano. Em jogo realizado em Atenas, o time de Felix Magath, um dos maiores jogadores da história da Alemanha, superava a Juventus de Michel Platini.

O próprio Magath, que um ano antes presenciava a Itália conquistar a Copa do Mundo sobre a Alemanha, teve o gosto de vingança, ao fazer o gol do título europeu e garantindo a vitória sobre os italianos, por 1×0. Assim o Hamburgo garantiu a sua presença na Copa Intercontinental, torneio que decidia o Campeão do Mundo desde 1960.

No dia 11 de dezembro, Grêmio e Hamburgo entraram em campo no Estádio Nacional de Tóquio. Os times sofreram poucas variações em relação àqueles que obtiveram as conquistas continentais. Dos 11 jogadores do Hamburgo em campo, por exemplo, sete deles jogaram em Atenas: Stein, Wehmeyer, Hieronymus, Jacobs, Groh, Roff e Magath. Poucas variações, assim mantendo a base do time campeão europeu.

O jogo foi difícil. Os europeus, que têm a fama não darem importância a Mundiais, jogavam com vontade em busca da taça. O Grêmio não ficava atrás, mas tinha um diferencial: Renato Portaluppi. O camisa 7 abriu o placar aos 37 minuto do primeiro tempo, quando recebeu a  bola pela direita e avançou até a área alemã. O craque gremista chamou Hieronymus para dançar ao aplicar duas fintas e chutou quase sem ângulo no gol de Stein.

Faltava pouco para gritar “é campeão”, quando Renato era atendido fora de campo, devido a uma cãibra. Porém, foi neste momento, aos 40 minutos da etapa complementar, que Magath cobra falta e lança a bola para área. No lance, Schröeder deu igualdade no placar para os alemães. Assim, a prorrogação se tornou inevitável.

Mas, novamente, é preciso lembrar que Grêmio tinha um craque com a camisa 7. Aos três minutos da prorrogação, Renato recebe a bola dentro da área, mais uma vez matou a defesa alemã e fez outro belo gol. Desta vez, não havia jeito, o Grêmio se consagrou Campeão do Mundo de 1983. Pela primeira vez, o futebol do Rio Grande do Sul chegou ao patamar máximo.

É por essa linda história, que o 11 de dezembro jamais será esquecido pelo torcedor gremista, que irá comemorar essa data sempre e assim se lembrando do por que  torce com tamanha paixão pelo nosso Tricolor. Hoje, é o dia “Saint Portaluppi’s Day”. Portanto, gremista, neste aniversário de 27 anos dessa gloriosa conquista, vista a camisa do Grêmio e saia pelas ruas do Rio Grande ou qualquer parte desse mundo. Afinal, este 11 de dezembro é o nosso dia.

Foto: Blog Grêmio Copero


 

2 Comentários leave one →
  1. Filipe Almeida Hackford permalink
    dezembro 11, 2010 5:01 pm

    Eu 3 anos nessa época. Essas imagens de 1983 são as que tenho como o Grêmio definitivo,
    modelo de jogo tático, modo de torcer(sim bem diferente de hoje), imagem projetada pra fora do RS(em todo tipo de mídia), o uniforme e seus tons de cores totalmente icônico(sem azul desbotado e/ou modismos). Enfim, o ano em que o “Lado Azul, (Preto e Branco) da Força” dominou o mundo.

    Que o R7 repita o mesmo feito ano que vem agora comandando a tropa através do banco de reservas.

  2. observador permalink
    dezembro 13, 2010 3:11 pm

    E u tinha 8 anos morava em Gravataí foi muita festa por lá,o Hamburgo tinha derrotado a Juventus,q era a base da seleção Italiana campea em 82!!Gremio,pioneiro e imortal!!!

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