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DIRETO AO PONTO – Clementino, o talismã tricolor

novembro 29, 2010

Direto ao ponto, por Talis Ramon

Eu não sou a pessoa mais indicada para falar de Diego Clementino. Mas o cara é tão demais que merece um post urgente. A camisa 16 que ele traja já é um motivo para esperar algo mais dele sempre que toca as mãos no gramado, faz o sinal da cruz e entra em campo, seja aqui ou em qualquer outro estádio do Brasil. É a mesma que Jardel usara nos velhos tempos. O torcedor, apenas por esse detalhe, já espera algo mais dele.

Clementino é um mito. É um talismã achado por Renato Portaluppi no América-MG, clube que deu um salto na Série B e em 2011 figurará entre os 20 clubes da Série A. Mas o salto de Clementino foi maior. Foi um salto para o futuro. Um salto que o trouxe para os braços de uma torcida que se apega fácil a certos jogadores. Alguns merecem, outros não. E Diego merece. Em 10 jogos onde sua entrada foi solicitada por Renato, ele anotou 5 gols. Ontem, no Brinco de Ouro, colocou um ponto final na participação do Guarani na primeira divisão. Sem dó e com uma frieza incomum cavou um pênalti (que Jonas converteu) e marcou o seu logo depois.

Diego ClementinoClementino já é considerado o amuleto tricolor – Foto: Edison Vara (Lance!)

Ainda é cedo para ter qualquer esperança sobre Clementino. É um jogador que está, digamos, na metade de sua carreira. Tem tempo suficiente para evoluir. O Grêmio e os gremistas estão vendo em Clementino uma espécie de amuleto. Quando a coisa está difícil, quando a coisa se complica, quando o jogo está amarrado e o adversário dá sinais de reação, é a hora de colocar o talismã. E ele já provou que vai lá e resolve.

Um gol aqui, uma assistência ali e ele já conquistou o carinho do torcedor. A média do cara é de um gol a cada 34 minutos. Superior a de muito fanfarrão que suga o dinheiro do clube e não apresenta resultado nenhum. Mas que continue assim. Se o ataque principal não resolver lá na frente, a entrada de Diego pode abrir novos horizontes. Não será sempre, mas também pode não ser raro.

Diego. Ou simplesmente Clementino. De Jesus. E do Grêmio.

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@talisramon escreve toda segunda-feira para o @BlogGremio1903.

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2 Comentários leave one →
  1. observador permalink
    novembro 29, 2010 10:49 pm

    Sempre ouvi centroavantes renomados dizerem q precisam de seqencia pra mostrar futebol,bla,bla,bla…Clementino sempre q entrou em campo, meio na fogueira , correspondeu positivamente além de ser considerado talismã tem velocidade,qualidade e aqela frieza q só os matadores de verdade tem,só esses atributos ja podem falar por si,e vou mais longe(espero estar certo)Clementino mesmo na reserva, já é uma afirmação no tricolor!!

  2. Daniel permalink
    novembro 29, 2010 11:36 pm

    Curiosamente, atacantes badalados não costumam dar certo no Grêmio, enquanto que os “rejeitados” fazem sucesso. O antigo dono da mitológica camisa 16 foi dispensado do Vasco pra chegar ao Tricolor e o próprio Paulo Nunes não brilhou muito no Flamengo. Agora, além do Clementino, temos o ex-pior atacante do mundo e atual artilheiro do campeonato e ainda o André Lima, que já foi chamado de caneleiro nos clubes por onde passou e hoje é mais querido por muitos do que o próprio Borges.

    Parece que a mística imortal não é exclusividade da camisa 16, mas de todo o “buraco do amor”, como diria o Obino.

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