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DIRETO AO PONTO: a polêmica desnecessária no Twitter

novembro 1, 2010

Direto ao ponto, por Talis Ramon

Fala daqui, resmunga dali, e a bomba sempre estourará no lado mais fraco. E, por incrível que pareça, o lado mais fraco nesse caso é o lado do elenco tricolor. As mídias sociais, ferramentas da internet muito utilizadas nos últimos tempos pela facilidade na transmissão de pensamentos, idéias, informações, têm causado dor de cabeça aos dirigentes tricolores. E os próprios dirigentes, valendo-se dessas mídias, acabam enfiando os pés pelas mãos.

Souza dispara contra torcedor... - Foto: Reprodução
Souza dispara contra torcedor… (Reprodução)

Antônio Vicente Martins, twitteiro assíduo e futuro vice-presidente de futebol do Grêmio, deu seu pitaco na arbitragem de Heber Roberto Lopes, na vitória do Fluminense sobre o Grêmio, quinta-feira (28), por 2×0. Quando o árbitro esquivou-se da marcação de um pênalti claro sobre Jonas, quase todos os titulares partiram em direção ao árbitro. Talvez dois ou três ficaram pelo caminho. Mas a indignação foi geral. Dentro e fora de campo. Vicente, no entanto, não viu. Reclamou em sua página no microblog que estranhava o fato de nenhum jogador gremista ter ido ao encontro do árbitro para reclamar do lance. Errou bastante. Pelo menos metade dos titulares “peitaram” Heber. Souza e Rafael Marques foram punidos com cartão amarelo por isso. Não houve omissão, sentimento de revolta, falta de indignação. Houve, sim, desinformação do dirigente, que fez uso da popular ferramenta para, quem sabe, inflamar ainda mais a raiva dos tantos torcedores que o seguem.

... horas depois, Douglas faz o mesmo. Foto: Reprodução
… e, horas depois, Douglas faz o mesmo. (Reprodução)

Na mesma noite, Souza protagonizou uma das situações mais patéticas envolvendo o Twitter. Bombardeado pelas críticas ao seu futebol, xingou inclusive a família de um torcedor. Totalmente desnecessário. Douglas fez o mesmo horas depois. Disparou impropérios em cerca de dois ou três posts. O alvo era o mesmo de Souza: o torcedor. Ambos, percebendo o erro e assumindo uma culpa que não era só deles, corrigiram a falha. Souza deletou sua conta. Douglas apagou as postagens. Ambos, porém, ficam marcados como exemplos negativos de quem utiliza uma das ferramentas interativas mais usadas do mundo para propagar pseudocrises.

O Grêmio vive uma fase espetacular. A derrota para o Fluminense em nada desmorona o castelo construído por Renato. O feito do treinador de tirar o time da zona de rebaixamento e colocá-lo como aspirante a Libertadores e, até quinta, ao título, é algo que já se pode levar de positivo do ano de 2010. Uma das poucas alegrias que o torcedor teve no último ano da década. Ser campeão neste ano seria épico. Tão épico que chegava a ser quase impossível. Mas o sonho da Libertadores segue vivo. Então para que fazer terra arrasada, xingar A ou B se o Grêmio, hoje, tem uma das melhores campanhas do segundo turno?

É pouco? Para a história do Grêmio é. Para o momento que vivemos, não. A vinda de Portaluppi nos injetou uma dose de ânimo e adrenalina poucas vezes vistas nos últimos anos. E é dessa dose que precisamos para, nos próximos 6 jogos, decidirmos a nossa participar no principal torneio interclubes das Américas.

O Grêmio, com isto, acerta em podar a participação de jogadores no Twitter. Controlar a ferramenta e seguir o modelo utilizado pela conta do técnico da Seleção Mano Menezes é uma decisão sábia, sensata e consciente. Visa, acima de tudo, preservar a imagem e a integridade do jogador, do torcedor e, principalmente, do clube. Ambos saem perdendo com toda essa confusão. Transformar as mídias sociais em ferramentas de aproximação do clube para com o seu torcedor é uma ideia louvável, desde que bem estruturada e desenvolvida. E sempre com supervisão do clube.

Assim, o nosso tricolor pode ter mais tempo para preocupar-se, por exemplo, com a caça ao G-3.

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@talisramon escreve toda segunda-feira para o @BlogGremio1903 e garante que jamais ofendeu ninguém no Twitter.

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3 Comentários leave one →
  1. Mello permalink
    novembro 2, 2010 7:50 am

    A falta de gremismo é o problema desses dois. Jogam para eles e por eles…

  2. giovani montagner permalink
    novembro 2, 2010 3:23 pm

    esse vicente martins é brincadeira, devia estar vendo a novela durante a partida. nitidamente os jogadores do Grêmio foram para cima do arbitro e por um bom tempo. não conheço as internas do Olímpico, muito menos ele, mas são de pessoas assim que a instituição Grêmio não precisa, aproveitam-se de qualquer fator para fazer jogo político e aparecer.
    quanto ao episódio dos jogadores, primeiro percebo que não é a assessoria quem cuida dessa parte, acho bom porque aproxima mais do torcedor mas tem esse problema de não haver um filtro nas mensagens ou da “cabeça quente”, houve exageros de todas as partes tanto de torcedores quanto de jogadores. ambos estavam indignados e as consequências foram essas mensagens bestas que só alimentam o sensacionalismo da imprensa “isenta”.
    com o objetivo da libertadores, devemos apoiar os jogadores e evitar esses assuntos. criticar sempre, mas sem ofensas, e de maneira construtiva.

  3. Régis permalink
    novembro 2, 2010 4:07 pm

    O fato de ter perdido o jogo para o fluminense, em nada influirá na ascensão que o nosso Tricolor está tendo, até porque zebras ocorrem e, perder para um time sem expressão, acontece com qualquer clube. Agora é pensar no próximo adversário, o Goiás, que é bem mais time que o tal fluminense, apesar da posição na tabela de classificação que se encontra. Algo o que acho inadmissível, Talis, é deixar uma ferramenta tão poderosa como o twitter, nas mãos de irresponsáveis e inconsequentes. O que temos visto ultimamente, é uma completa falta de racionalidade de uma parte de internautas, que escreve o que quer, sem dar importância ao próximo, sem querer saber se está ferindo alguém ou não. Parece um bando de deslumbrados, que acabaram de comprar seus computadores, em doze vezes nas Casas Bahia, e que agora se acham no direito de falar o que quiserem de alguém, como se estivessem pondo pra fora toda a sua ira, sem medirem as consequencias do que escrevem. Imagine, Talis, se morássemos em um país onde só houvesse guerras, onde passássemos necessidades, mas não é o que ocorre aqui no Brasil. Não somos ricos, porém vivemos suficientemente bem para usufruirmos de todas as benesses que o nosso país nos dá, como o sol, uma costa com mais de nove mil quilômetros de extensão, enfim, tudo que qualquer outro país gostaria de possuir, sem deixar de mencionar que não temos atividades sísmicas em alto grau de intensidade, como ocorre em vários outros lugares do planeta, além de um povo amável e acolhedor. Amo a tecnologia, mas ela não pode estar disponível a quem não tem a mínima noção de respeito ao próximo.

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