Skip to content

Gauchão 2011: Novidades, velhos problemas e favorecimento ao Inter

outubro 24, 2010

O Campeonato Gaúcho 2011 virá com novidades e também com velhos problemas.  A maior surpresa é o fim das homenagens aos ex-presidentes do Grêmio e do Internacional, Fábio Koff e Fernando Carvalho, dois campeões do mundo em seus clubes que davam os nomes às taças do segundo e primeiro turno do estadual, respectivamente. Mas o velho problema é, mais uma vez, excesso e jogos e a tabela favorecer ao Internacional.

O estadual repetirá a fórmulas das duas últimas edições. Ou seja, dois turnos e dois grupos de oito times, sendo que no primeiro, as duas chaves se enfrentam, e logo depois os times de uma mesma chave jogam contra si. Nos dois turnos, os quatro melhores de cada grupo passam para a fase de mata-mata com apenas um jogo. Aquele que somar mais pontos na classificação geral terá a vantagem de ter a decisão em sua casa, caso haja final do Campeonato Gaúcho (isso se os dois turnos tiverem dois campeões diferentes).

A novidade, porém, é que os troféus terão nomes novos. A Taça Fernando Carvalho passa a ser Taça Piratini, enquanto que a Taça Fábio Koff será Taça Farroupilha. Pode parecer uma mudança insignificante, mas é boa, pois evita que os ex-presidentes tenham que passar pelo constrangimento de dar a taça, que leva o seu nome, ao rival. Tanto Koff como Carvalho passaram por isso.

Contudo, repetem-se alguns problemas. Primeiro deles, aplica-se a todo País: é muito jogo. Houve um momento no Brasil, que os estaduais ocupavam uma lacuna que era de uma competição nacional. Para um território que possui uma extensão continental, fazer um Campeonato Brasileiro ou qualquer outro similar era inviável. Daí os estaduais ganharam força, principalmente porque o futebol foi distribuído em diversos pontos do País.

Atualmente, o Brasil já se dispõe de toda uma infraestrutura para ter um Campeonato Brasileiro. Não apenas isso, um clube grande, atualmente, deve almejar um título nacional (Copa do Brasil ou Brasileirão), continental (Libertadores ou Sul-Americana) ou mundial (Mundial de Clubes). O estadual não é mais garantia de um ano glorioso.

Prova disso é que ganhamos o Gauchão 2010 sobre o Inter, que por sua vez ganhou a Libertadores. No final, quem ri mais? Existe algum gremista que lamenta não ter conquistado o Gauchão em 1983? Assim como um colorado em 2006? Por essas e outras, um estadual ocupar o calendário de janeiro a abril é um exagero. O Brasil segue, então, sem uma pré-temporada digna, excesso de jogos e vários jogadores no Departamento Médico.

*

Favorecimento ao Inter

Outro fato lamentável é, mais uma vez, a Federação Gaúcha de Futebol favorecer o Internacional na tabela de jogo no Gauchão 2011. Nas três primeiras rodada, o Inter começa teoricamente fora de casa, mas joga em Porto Alegre, contra o Cruzeiro. Depois, por duas vezes atuará no Beira-Rio. Já o Grêmio começa no Olímpico contra o Lajeadense e terá dois compromissos fora da capital, um em Erechim e outro em Canoas. No jogo em Rivera, no Uruguai, é de mando de campo do Tricolor. Ou seja, uma partida que poderia ser disputada no Olímpico.

Na Taça Piratini, o Grêmio jogará quatro partidas fora de casa e de Porto Alegre (Ypiranga, Universidade, São Luiz e Novo Hamburgo), um jogo sob seu mando em campo neutro (Internacional) e outros três compromissos no Olímpico (Lajeadense, São José e Caxias). O Inter jogará cinco vezes na capital (Cruzeiro, Porto Alegre, Santa Cruz, Juventude e Pelotas), quatro no Beira-Rio (Porto Alegre, Santa Cruz, Juventude e Pelotas) e uma provavelmente no estádio Estrelão, sede do Cruzeiro. Apenas duas vezes o tradicional adversário jogará fora de Porto Alegre diante de um anfitrião (Inter-SM e Veranópolis) e jogará contra o seu maior rival em campo neutro (Grêmio).

Na Taça Farroupilha, o Grêmio joga três vezes fora de Porto Alegre (Juventude, Pelotas e Santa Cruz), uma vez na capital na casa do adversário (Porto Alegre) e três partidas no Olímpico (Cruzeiro, Inter-SM e Veranópolis). Já o Inter, precisará se locomover para fora da capital apenas duas vezes (Caxias e Lajeadense) e terá cinco compromissos em Porto Alegre, quatro deles no Beira-Rio (Ypiranga, Novo Hamburgo, São Luiz e Universidade) e um no estádio do São José.

No total, o Internacional jogará 10 das 15 partidas em Porto Alegre, enquanto que o Grêmio apenas sete. Por sua vez, o Tricolor precisará sair da capital gaúcha oito vezes, enquanto que o rival somente cinco vezes. Pode parecer bobagem, mas não é. Aquele que tiver a maior soma de pontos na classificação decide em casa os mata-matas. Logo, torna-se inegável a vantagem que a FGF deu ao Inter. O Grêmio jamais deveria aceitar em jogar em Rivera, pois era uma partida que deveria ser no Olímpico. Muitos menos deveria aprovar essa tabela, que claramente o prejudica.

 

Anúncios
2 Comentários leave one →
  1. nicoli permalink
    outubro 24, 2010 8:23 pm

    gremioooooooooo minha paixao estarei com vc aonde for sempre ate o final dale gremioooooooo

  2. Alfredo Carlet permalink
    outubro 24, 2010 9:47 pm

    E a nossa direção, deixou acontecer ??!!
    fgf, cbf coloradas precisam trocas, mudanças urgentes…
    Menos colorados em lugares estratégicos, logo!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: