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Jonas e a mística da 7

outubro 13, 2010
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A fase de Jonas no Grêmio é especial, talvez a melhor de um atacante com a camisa tricolor desde Jardel e Paulo Nunes na década de 90. Com 19 gols feitos após 29 rodadas no Brasileirão, apenas um desastre lhe tiraria a artilharia do campeonato, visto que tem oito gols a mais do que segundo colocado, Bruno César, do Corinthians. O camisa 7 também é o goleador do Brasil em 2010, com 40 gols.

No Grêmio, Jonas balançou as redes por 71 vezes, superou ícones como Jardel, André Catimba e talvez a maior revelação do futebol gaúcho em todos os tempos, Ronaldinho Gaúcho. Com mais três gols, supera Paulo Nunes e alcança outro camisa 7, o maior ídolo de toda torcida tricolor: Renato Portaluppi.

A sensação de Renato, no comando técnico, ao observar Jonas fazendo gols com a mística camisa 7 deve ser no mínimo curiosa. O ídolo sabe o que é fazer história com esse número, assim como Jardel com a camisa 16. Aliás, existem números que merecem respeito, que não são para quaisquer jogadores. E a quatro gols de ser superado por Jonas, Renato torce por ele, não apenas por ser o técnico do jogador, como também por ser gremista de coração.

Além disso, a marca de Jonas é a superação. Somente agora o atacante se tornou uma unanimidade no Olímpico. Afinal, depois de uma temporada discreta em 2007, ele foi emprestado à Portuguesa para a disputa do Brasileirão 2008, quando marcou 10 gols em um time limitado, que não escapou do rebaixamento. No mesmo ano, o Grêmio brigava pelo título brasileiro, mas viu pela ineficiência de seus atacantes (Perea, Marcel, Soares…) uma das razões pela perda de um título quase certo.

Quando voltou ao Olímpico em 2009, Jonas estava na lista dos dispensáveis, junto com Ramon, Tadeu, Peter, Nunes e Bruno Teles. Tudo indicava que o atacante seria transferido a outro clube, segundo havia afirmado André Krieger, então diretor de futebol. Por competência ou sorte, Jonas ficou no Grêmio, mas como patinho feio.

Para a parte da torcida, jogadores como Alex Mineiro, Herrera e Maxi López eram os principais atacantes para a temporada  2009, enquanto Jonas se tornaria apenas uma opção de banco. Ainda assim, o jogador seguiu comendo pelas beiradas e logo foi ganhando o seu espaço e se firmando no time titular.

Jonas não apenas teve que superar a desconfiança dentro do próprio Olímpico, pois ainda levaria mais uma pancada do futebol. Depois de surpreendente gol perdido contra o Boyacá Chicó pela Copa Libertadores da América em 2009, o jogador gremista foi chamado pelo jornal espanhol El Mundo Deportivo de pior atacante do planeta. Desde então, não bastava provar seu valor apenas ao Grêmio, era necessário mostrá-lo ao mundo inteiro.

Assim, Jonas foi o goleador do Grêmio em 2009, marcando 24 gols. Apesar disso, o atacante seguiu como patinho feio. Logo após o término do Brasileirão, a grande prioridade da diretoria foi a permanência de Maxi López para a temporada 2010, deixando o goleador em segundo plano. Depois da saída do argentino para o futebol italiano, enfim notaram Jonas e se iniciou a negociação para que ele continuasse no Grêmio.

Como artilheiro do Campeonato Brasileiro e goleador tricolor em mais uma temporada, Jonas conseguiu conquistar a torcida gremista. Não se trata do maior atacante que passou no Grêmio, às vezes errando gols fáceis, embora faça também belos gols. Mas para o padrão atual do futebol brasileiro, Jonas é um dos principais atacantes em gramados nacionais, sem nenhuma sombra de dúvida.

Além disso, é preciso louvar a superação de Jonas. É questão de tempo para passar Renato como goleador tricolor, alcançando assim 75 gols, tornando-se o quinto maior goleador do clube desde 1954. Desafio maior, porém, será bater os 46 gols de Jardel em uma única temporada, feito que o camisa 16 conseguiu em 1995. Mesmo assim, não ouso a duvidar de Jonas.

Sobre a renovação, será difícil mantê-lo no Olímpico. Uma vez sendo artilheiro do futebol brasileiro, os clubes europeus vão olhar para o atacante gremista e assim sofrerá maior assédio. Mas como o caro colega Talis Ramon escreveu, ao menos é obrigação tanto da diretoria atual como da futura fazerem todos os esforços pela permanência do jogador. Desta vez, Jonas não deve ser tratado como patinho feio e sim com a consideração que ele merece: aquele que honra camisa 7 de Renato Portaluppi.

One Comment leave one →
  1. outubro 13, 2010 8:34 pm

    E aí pessoal, ajudem a divulgar a campanha da compra do passe do Gabriel, o contrato dele vai até 30/06/2011, precisamos do Renato, Jonas e o Gabriel. #compremGabriel

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