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DIRETO AO PONTO: o fator Portaluppi

setembro 28, 2010

Renato Portaluppi, 48 anos. Gaúcho de Guaporé, carioca de criação e gremista de coração. Autor de gols memoráveis pelos clubes onde passou e dono de uma idolatria imensa na Azenha, Renato juntou a carência da torcida com sua necessidade pessoal de mostrar-se mais do que um baladeiro, um ex-jogador fanfarrão, um pegador de boa parte das gaúchas e cariocas. Renato precisava mostrar-se um técnico. Colocar na teoria aquilo que aprendera na prática muito cedo. O faro do gol já era presente em sua vida desde sua chegada no Tricolor, no início dos anos 80.

Mas o passado muitas vezes se mistura com o presente. Renato queria que sua glória nos anos 80 no comando do ataque tricolor se repetisse nessa sua nova era, mas dessa vez no banco de reservas. Passando a experiência que outrora ele obtinha com os mestres, Renato agora tenta recolocar o Grêmio no lugar onde colocou em 1983. A missão é difícil. Impossível, eu diria. Pelo menos nesse momento.

O Grêmio vive, desde a chegada de Renato, um momento de reformulação, reabilitação e retomada da confiança perdida na Era Silas. Renato tem absoluta razão ao projetar que, se tivesse assumido a equipe meses antes, o time teria condições de brigar pelo título. É uma verdade absoluta e, ao menos para mim, incontestável. Renato reabilitou a equipe de tal forma que os jogos longes do Olímpico, motivo maior da preocupação desde a época de Paulo Autuori, agora causavam segurança. O Grêmio, estranhamente, passou a falhar em casa, mas isso eu vejo mais como desatenção. Fora de casa a questão era traumática mesmo.

No Grêmio, Portaluppi quer retomar carreira vitoriosa, agora como treinador - Foto: Site oficial do Grêmio

No Grêmio, Renato quer retomar carreira vitoriosa, agora como treinador - Foto: gremio.net

O Grêmio de Autuori perdeu todas as partidas fora de casa ano passado, exceto para o rebaixado Náutico. Pouco, quase nada. O Grêmio de Silas foi pelo mesmo caminho e o de Renato, tão logo assumiu, parecia dar sinais de displiscência idêntica. Mas não. Renato obteve, nos últimos três jogos fora, vitórias importantes e, mais do que isso, convincentes. E eu coloco na conta de Renato porque muitos podem alegar que quem joga são os jogadores, o Grêmio tem um elenco bom, blablablá. Mas vale lembrar que praticamente o mesmo elenco estava a disposição de Silas quando de sua queda e os rendimentos eram pífios.

Portaluppi assumiu um Grêmio na zona de rebaixamento, 18º lugar, sem ânimo algum. Talvez tenha sido o maior acerto da gestão do presidente Duda Kroeff. Foi ele quem injetou no torcedor uma dose de confiança que estava há milhas de distância do Olímpico. Foi ele quem contrariou os relatórios baianos publicados em diversos lugares que davam conta de que Renato não sabia optar por um esquema fixo, variando conforme o adversário. Não foi o que ele fez aqui. Achou o esquema ideal. Fixou, momentaneamente (Mário Fernandes deve retornar em breve), Rafael Marques e Vilson na zaga. Indicou a contratação do ótimo Gabriel na lateral-direita. Deu sequência para Rochemback e Adílson e deu instruções para que Jonas siga sendo o melhor atacante do Campeonato Brasileiro 2010. Montou um time competitivo. Coisa que Silas, em mais de meio ano, não conseguiu fazer.

Não cabe a mim questionar os motivos, mas sim as consequências. Renato tem nas mãos um grupo qualificado que passou por uma turbulência pesada. Conta, agora, com o retorno de alguns jogadores (Magrão, Mário Fernandes e Lúcio) e com a contratação das “promessas” Gilson, lateral-esquerdo e o lateral-direito Jefferson (correção: Jefferson, do Paraná, NÃO foi contratado). Os dois últimos reforços, Diego e Junior Viçosa, já mostraram serviço. No primeiro treino, Diego marcou três gols e Viçosa um. A tendência é o crescimento da competitividade entre os atletas, o que só aumenta a qualificação do grupo.

Mas se há um responsável pela ascenção gremista, este atende por nome e sobrenome: Renato Portaluppi.

@talisramon deveria escrever nas segundas-feiras para este blog, mas já é normal ele ocupar um espaço nas terças.

80. Mas
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4 Comentários leave one →
  1. Daniel permalink
    setembro 29, 2010 12:43 am

    Concordo plenamente. Só alguns detalhes para ilustrar melhor a recuperação nas mãos do Renato: Das seis vitórias conquistadas desde que ele chegou, três foram em casa e três fora, então é exagero e imediatismo quando dizem que o time só “inverteu o problema”. Houve uma evolução notável nos resultados com o passar das rodadas sob o comando dele (nos seis primeiros jogos, foram duas vitórias, dois empates e duas derrotas; nos seis últimos, quatro vitórias, um empate e uma derrota – melhor campanha do returno até agora). Ficamos livres de jogadores problemáticos e inúteis e vimos alguns deixarem de ser tão problemáticos e passarem a ser mais úteis. Enfim, quem duvidava do Portaluppi já quebrou a cara. Agora é torcer para que continuem mordendo a língua e que “o santo” nos traga muito mais que uma recuperação no Brasileirinho.

  2. Alfredo Carlet permalink
    setembro 29, 2010 2:05 am

    Time misto frente o São Paulo, a torcida precisa vencer esse jogo…

  3. David permalink
    setembro 29, 2010 12:05 pm

    Que eu saiba o Gremio não contratou esse jogador Jefferson que tambem é assim como o Gilson do Paraná. tu estas enganado.

  4. Grêmio e Guns! permalink
    setembro 29, 2010 1:08 pm

    Renato é do Grêmio, Renato É o Grêmio, e em sua faceta mais vencedora e insuperável: o Grêmio Campeão do Mundo!

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