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Brasileiro’10: Pela circunstância, um bom empate

setembro 5, 2010

Queria ver o Grêmio retornar do Rio de Janeiro com os três pontos na bagagem, porém, o time de Renato Portaluppi voltará com apenas um ponto. O Tricolor poderia vencer o jogo? Sim, poderia. Mas erros infantis na defesa e a falta de futebol de jogadores importantes, somado a um erro de escalação do técnico, impediram a quebra desse incomodo tabu de não vencer fora do Olímpico.

Renato errou em mais uma vez escalar Gilson no meio-campo. O guri é lateral-esquerdo e não assimilou bem a essa nova tentativa de jogar numa função diferente da sua. O resultado foi um primeiro tempo horroroso e temeroso, principalmente nos 20 minutos iniciais, quando o Botafogo pressionava a ponto de fazer 2×0. Diga-se, o placar poderia ser maior, pois a defesa falhava constantemente. Sorte a nossa que Herrera é um jogador limitado e desperdiça vários gols para fazer um.

Contudo, o grande mérito do Renato foi reconhecer que fez bobagem. Há vários técnicos que cometem grandes erros e demoram em consertá-los, para mostrarem que sabem o que estão fazendo. Nesse ponto, o técnico gremista não tardou para arrumar o time, ao substituir Gilson e colocando em campo Roberson.

Quando Roberson entrou, o contexto era completamente desfavorável, pois o Botafogo poderia ter aos pés de Maicosuel, os contra-ataques para liquidar a partida. O clube carioca, porém, diminuiu o ritmo e somado a uma pequena melhora do Grêmio. Apesar disso, houve sustos, como o contra-golpe de cinco alvinegros contra dois defensores do Tricolor, mas Herrera mandou a bola pra longe quando teve mais uma chance.

Por incrível que pareça, Roberson entrou muito bem, prendendo a bola em seus pés e criando mais que o Souza, por exemplo. O Grêmio passou a ser mais incisivo com o garoto, que dizem ser meia nas categorias de base e não um atacante, como é usado no grupo principal. Mesmo assim, o placar ficou mesmo em 2×0 para os cariocas nos primeiros 45 minutos.

Foto: Gilvan de Souza/Lancepress

No segundo tempo, o Grêmio melhorou, mas o Botafogo parecia ter o controle da partida. Contudo, num lance de Lúcio pela esquerda, Roberson divide a bola com os defensores botafoguenses e Leandro Guerreiro falha ao dar a bola de presente para Jonas. O atacante dominou a bola e a chutou no canto direito de Jefferson aos 8 minutos, deixando o placar em 2×1.

Joel Santana reagiu e colocou Caio em campo, que junto com Maicosuel, fortaleceu os contragolpes do Botafogo e ampliou as dificuldades para a defesa do Grêmio. Além disso, o Tricolor abusava do direito de errar passes e centralizar suas jogadas a todo instante. Até Lúcio e Gabriel, que ficaram devendo na partida, tocavam para o meio ao se aproximarem da área defendida por Jefferson.

O Grêmio poderia ter empatado mais cedo com Jonas e Borges, que tiveram boas oportunidades para fazer o gol. No Botafogo, Herrera perdeu outra grande chance de marcar para o alvinegro, fazendo com que o gremista agradecesse, mais uma vez, por ser o Herrera a finalizar e não outro jogador mais capacitado.

Renato Portaluppi decidiu mexer no time passada a metade da etapa final. O técnico gremista não poupou atacantes e colocou em campo Leandro no lugar de Rochemback e André Lima pelo inoperante Souza, aquele que segue como craque na fala e um jogador mediano com a bola.

Mas foi Jonas, aos 40 minutos, que empatou a partida, após falta sofrida por Roberson e convertida por um belo cruzamento de Lúcio. Depois de firmar a igualdade no placar, o Grêmio teve que segurar a pressão do Botafogo nos instantes finais e obteve êxito nesse  papel.

Foto: Wagner Meier/AE

Estrela de Renato

Renato causou muitos sustos à torcida neste sábado. Para começar, a sua insistência por Gilson no meio-campo. Muitos gremistas pediam Maylson, no entanto, o técnico optou por Roberson, que entrou muito bem no jogo e teve participação nos dois gols gremistas No segundo tempo, Rochemback, que estava bem na partida, deu lugar a Leandro, o que causou estranheza, pois grande parte dos torcedores queria a saída de Souza.

Souza somente deixou o campo aos 36 minutos, no lugar de André Lima.  Sorte a nossa que a falta que mais tarde resultou no gol de Jonas, não foi cobrada nem por Rochemback e tampouco por Souza. Lúcio, enfim, acertou um cruzamento, algo que o Grêmio pena para acertar. No final, Renato foi fundamental para o empate, mesmo que ele tenha errado inicialmente.

Mania de centralizar o jogo

Além de o Grêmio ter sérios problemas em cruzar para área, seja com bola parada ou rolando, e também a quantidade abusiva de erros de passes, outro ponto me chamou a atenção: a mania de centralizar o jogo. Não existe jogada de linha de fundo no Tricolor. Até Lúcio e Gabriel, ao se aproximarem para área adversária, tocam para o meio. Essa insistência facilita a marcação adversária.

Maylson

Apesar de Renato ter errado em improvisar Gilson no meio-campo, não creio que Maylson seja a grande esperança para o nosso meio-campo, como alguns gremistas crêem. Se alguém discorda, então pedirei, por gentileza, lembrar-me de qual partida que ele entrou e resolveu? Já aviso, não vale citar o Gauchão.

Entretanto…

Com a lesão no seu tornozelo, Fábio Rochemback se juta a Ferdinando e William Magrão, no Departamento Médico e não joga contra o Atlético Goianiense. Já que Fernando está na Seleção Brasileira Sub-19, então Maylson deve receber uma chance, desta vez como segundo volante, ao lado de Adilson. Aliás, acredito que essa seja a função ideal para ele, e não como um meia de criação.

4 Comentários leave one →
  1. heraldo permalink
    setembro 5, 2010 8:35 am

    Gostaria de me deculpar a grande nação TRICOLOR, pois andei criticando muito o souza, agora analisando melhor acho, não , tenho certeza que souza é um bom jogador, aliás um ótimo jogador o souza, pena que nasceu em epoca errada ,pois se tivesse nascido antes de 50, sem sombra de duvida seria nesta ordem souza, pelé, maradona,. Só não entendo porque o adilson batista nosso capitão america não escala ele mais vezes?

  2. Daniel permalink
    setembro 5, 2010 11:51 am

    Sou a favor da entrada do Maylson, mas não pra “entrar e resolver” como você disse. Se o jogador é da posição e tem mais qualidade ou pelo menos mais vontade do que os que estão jem campo, ele tem que fazer parte do grupo e não ser uma opção pra quando não sobrou mais ninguém. Até concordo que ele possa atuar melhor como segundo volante, mas essa mania de tratar os jogadores da base sempre como plano C ou D é irritante.

  3. giovani montagner permalink
    setembro 5, 2010 7:20 pm

    o personagem do jogo realmente é renato, escalou mal a equipe mas teve a ousadia, não só pelo prematura substituição, algo inesperado e que poucos treinadores tem coragem de fazer, como por colocar um meia-atacante quando perdia por 2×0, normalmente é um volante que entra.
    tenho algumas divergências quanto a jogadores e esquema adotados pelo portaluppi, porém ele precisa de tempo e de um voto de confiança da torcida. não tolero o Grêmio ser refém de um jogador como o souza, que mais fala para aparecer do que joga. pelo menos capitão não é mais.

  4. observador permalink
    setembro 6, 2010 1:50 pm

    É, a pergunta não qer calar o q Gilson fazia no meio campo?Totalmente perdido,não marcava e não armava,gosto do futebol do Roberson é um dos poucos da base q dá pra se aproveitar algo…

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