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Entrevista: Irany Sant’ana Jr.

julho 27, 2010

O BloGrêmio, a rede de blogueiros gremistas, entrevistou Irany Santana Jr., vice-presidente de Finanças do atual Conselho de Administração do Grêmio.

Em um momento de críticas à direção pelos maus resultados no futebol e às vésperas de um GRE-nal, é até bom desviar o assunto para algo não menos relevante mas que muitas vezes passa despercebido. As finanças.

Não é de hoje que se conhece os problemas financeiros do Clube. O ex-presidente Odone alardeava aos quatro cantos que as dívidas herdadas de gestões anteriores era o motivo pelo fracasso (falta de qualidade para ser Campeão) do time em 2006, 2007 e 2008. O fundamental era privilegiar o pagamento dos credores, depois o futebol.

Pois bem, as duas perguntas abaixo fazem parte do questionário feito ao Irany Sant’ana Jr., que é possível ver na íntegra na página do BloGrêmio. Vale à pena ler a entrevista por completo, perguntas pertinentes e respostas esclarecedoras.

– O futebol necessita do aval do financeiro para fechar negócios e contratos? E se isto ocorre, porque então ele reclama do valor da folha?

          Não é necessário o aval, mas consultas são feitas. Sobre a tal reclamação pública sobre o valor da folha, aquilo foi mal interpretado. Disse algo como “estamos gastando acima do previsto” e o que foi publicado foi “estão gastando”. Internamente está tudo esclarecido.

          O balisador de gastos, para todas as áreas, deve ser o orçamento. Como o futebol é nossa área fim, cabe as finanças disponibilizar o máximo de recursos possíveis. Assim, dentro do orçamento, não há motivo para consultar. Em situações de excessão sim, pois implica em realocação de recursos de outras áreas ou dificuldade para honrar coisas contratadas.

– Haverá a necessidade de vender um grande jogador ou pode se encontrar receitas alternativas? Se há esse plano, como será?

           A minha intenção é mudar a matriz financeira para que o clube não precise mais vender jogadores, apesar de que hoje ainda é necessário. Porém não adianta o clube ter condições de manter jogadores se eles não quiserem ficar, como foi o exemplo do Réver.

           Para o Grêmio vender jogadores não é garantia de um bom negócio, pois normalmente não tem direito a 100% dos direitos econômicos dos jogadores (existe uma grande diferença entre direito econômico e direito federativo). Ao vender um jogador, uma parte do dinheiro vai para os investidores e outra parte (30%) vai para o Condomínio de Credores. O valor que sobra precisa ser empregado numa reposição que, além de não ter garantia de acerto, custa tanto ou até mais do que o que sobrou para o Clube.

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2 Comentários leave one →
  1. Alfredo Carlet permalink
    julho 27, 2010 8:44 pm

    Pensar em competir com clubes de maior poderio econômico, São Paulo, eles, com condomínio de credores,é tarefa árdua…

  2. Alfredo Carlet permalink
    julho 27, 2010 11:17 pm

    O gremista e competente Roth na Libertadores…

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