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DIRETO AO PONTO: antes que seja tarde demais!

julho 19, 2010

Direto ao ponto, por Talis Ramon

Situação triste, vergonhosa. Mais do que ver o time figurar entre os quatro integrantes da zona de rebaixamento, o que mais doeu no gremista ao abrir o jornal nesta segunda-feira foi constatar a situação lamentável que o time se transformou. Bagunça, zona, desordem. Falta de jogadores, falta de vontade, falta de técnico, falta de dirigentes e, decorrente de tudo isso, falta de apoio da torcida. Não poderia ser diferente. Ver o Grêmio levar um baile do seu xará foi, entre outras palavras, humilhante e revoltante.

Já citei anteriormente aqui que o maior câncer no Grêmio chama-se Luiz Onofre Meira. Não foi em vão. Ontem, após a derrota para o Prudente, novas declarações infundadas, e não só dele. Era atacante jogando a culpa no meio-campo, meio-campo jogando a culpa na defesa, defesa empurrando a culpa para o ataque… sempre nesse ritmo, nesse clima.

O nosso presidente… ah, o nosso presidente… o mesmo que deixou a torcida apanhar no pátio do Olímpico não fez esforço algum para trazer Gilberto e Roger, quando deixaram evidentes a vontade de voltar ao tricolor (ambos foram adquiridos facilmente pelo Cruzeiro) e, hoje pela manhã, o golpe mais duro: Réver, que a exemplo de Roger e Gilberto praticamente se ofereceu para jogar aqui, foi contratado pelo Galo.

Claro, não poderia ser diferente. O Grêmio estava esperando que Réver fizesse todo o esforço para vir jogar aqui. O Grêmio (leia-se “Duda + Kroeff”), que teve bala na agulha para bancar a vinda de Douglas por R$ 3 milhões de reais, que teve a competência máxima de atender os pedidos de Silas e trazer Ferdinando, Uendel, William e Ozeia, agora estava deixando escapar mais um jogador por entre os dedos.

Esse é o mesmo Grêmio que durante os 40 dias de paralisação da Copa do Mundo não fez um trabalho tático que fosse notado nessas duas partidas depois do Mundial, não conseguiu armar uma jogada, seja ela individual ou coletiva, não conseguiu sequer iniciar o tratamento de Mário Fernandes, que precisou ser operado justamente quando o Grêmio retornava ao Brasileirão

Ah, o Brasileirão… outro sofrimento. O ano de 2010, que outrora acreditávamos ser o ano da retomada do tricolor ao cenário nacional e internacional, tem tudo para repetir os sofrimentos e as tristezas de 2003 e 2004. Tomara que eu me equivoque, que eu tenha que abrir um post aqui para pedir desculpas de joelhos para Silas, Duda, Meira e cia., mas não vejo e não consigo acreditar que isso um dia possa acontecer.

Tudo porque o Grêmio está caindo vertiginosamente, rapidamente e, se nada for feito com urgência, não haverá corda capaz de nos puxar de volta.

A solução não deve ser outra: reformulação total. Homens que entendam de futebol e não tratem de fazer do Grêmio uma vitrine de perebas tais quais as que citei neste artigo. Um presidente que chame pra si a responsabilidade, que cobre, que faça o Grêmio ser Grêmio e não um time frouxo e sem identidade. E, acima de tudo, um técnico que cobre postura dos jogadores, que nos faça lembrar de Felipão e de tantos outros que gritavam no vestiário, socavam a porta e xingavam até a mãe se fosse preciso. O resultado se via em campo. Hoje (que me perdoem os evangélicos), o Grêmio está virado numa filial da Igreja Universal do Reino de Deus. Conversinhas, papo aqui e acolá, chances para os incompetentes…

Que sofrimento. Que tristeza. Acima de tudo, que raiva. Mudanças já, antes que seja tarde demais.

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