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Copa do Mundo 2010: O que não me comoveu

julho 3, 2010

Foto: Jewel Samad, AFP

Farei dois posts sobre a Copa do Mundo, só para publicar o que penso a respeito do evento na África do Sul. E, como não poderia deixar de ser, inicialmente gostaria de comentar sobre a eliminação do Brasil. Porque, assim como em 2006, a queda da seleção na Copa de 2010 foi uma tragédia previamente anunciada. Neste caso, porém, a derrota no mundial passa por três aspectos alertados pela mídia esportiva e pelo torcedor brasileiro.

O primeiro deles foi a lateral-esquerda, onde a Holanda de Arjen Robben jogou o segundo tempo inteiro. Quantas vezes reparamos nos problemas de marcação na lateral-esquerda? Michel Bastos, meia-direita no Lyon, não conseguiu segurar os holandeses em seu setor na seleção brasileira, até ser substituído por Gilberto. Por sua vez, o meia cruzeirense também não deu conta de impedir os jogadores laranjas. Quem tiver paciência de ver o VT da  partida, verá que a Holanda apenas jogou no lado esquerdo da seleção brasileira na etapa final.

O segundo fator é Felipe Melo. Ele não teve passagem feliz no Olímpico e tampouco agrada os torcedores da Juventus. Mesmo assim, ainda que fosse eleito um dos piores estrangeiros em solo italiano na temporada passada, ele não decepcionou Dunga, então podemos entender, com esforço, a sua passagem para África do Sul. Porém, quantas vezes alertaram sobre o risco do destemperado do Felipe Melo ser expulso na Copa? Não deu outra. O mesmo já receberia vermelho contra Portugal caso não fosse substituído, mas preferiu fazer o serviço num jogo de quartas-de-final, num lance covarde contra Robben.

A terceira bola cantada para o fim do sonho do Hexa é a falta de banco. Em quantas ocasiões ouvimos que Kaká não estava 100% para esta Copa e que não havia substituto ideal no banco? Assim como nas outras duas perguntas, também perdi as contas. Paulo Henrique Ganso seria esse jogador ou até mesmo Ronaldinho Gaúcho. Que seja qualquer um que oferecesse ao povo brasileiro uma esperança de mudar o jogo num momento crítico. Todavia, nem Dunga acreditava na existência desse jogador em seu banco.

Após a derrota do Grêmio contra Coritiba, escrevi (e critiquei) que Silas estava tropeçando em suas convicções. Dunga já o fez no comando da seleção brasileira. O Brasil perdeu por três razões previamente anunciadas, além do mérito da Holanda, claro. O ex-técnico canarinho se convenceu que seu método não era merecedor crítica após vencer a Copa América e a Copa das Confederações.

Todavia, para quem não se lembra, na primeira, o Brasil foi aos trancos e barrancos até a final e venceu por 3×0 a Argentina, por ter o contra-ataque como sua maior arma. Na segunda competição, venceu um adversário que não foi à Copa (Egito), outros dois que não passaram da primeira fase do mundial (África do Sul e Itália) e outro que sequer avançou após as oitavas (Estados Unidos).

Não tiro os méritos de Dunga nessas conquistas, mas a sua arrogância, visível também na grande maioria dos jogadores dessa seleção (com exceções, como Lúcio, Juan, Elano), foi a sua corda, em que o técnico se enforcou na sua passagem pela SeleNike. Muito por essa razão, não me comovi nem um pouco com a eliminação do Brasil.


Off-Topic 1: Como não poderia deixar escapar, gaúcho campeão na casamata pela seleção tem nome:  Luiz Felipe Scolari, gremista de coração e moedor de carne vermelha.

Off-Topic 2: Posso cometer uma heresia ao afirmar, mas ainda bem que o Victor não foi fazer parte dessa morte previamente anunciada.

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