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2 de julho de 2009

julho 2, 2010

            Faz um ano. Muitos esqueceram, poucos não. Uma minoria, que assim como eu, lembra e faz questão de relatar esse ‘aniversário maldito’. A noite fria de 2 de julho de 2009. Noite de Libertadores. Grêmio versus Cruzeiro, no Olímpico. Todos foram para torcer, mas alguns foram impedidos disso. Qual foi a razão? Mistério, não desvendado até hoje. E nem fazem questão que seja.

            À boca miúda correm inúmeras hipóteses, razões ou circunstâncias para o que aconteceu naquela noite. De oficial, apenas uma nota do Grêmio que não esclarece nada. Nela, se diz que  foi uma atitude equivocada e inadequada da Brigada Militar ao fechar os portões de acesso ao estádio. Do comando da BM, nada oficial, mas a declaração de que havia superlotação no estádio, motivo para se fechar.

            Da torcida, de quem estava do lado de dentro e mal sabia o que se sucedia do lado de fora, o relato é de que havia espaço nas arquibancadas para os lados da Carlos Barbosa e que o problema foi do lado da Geral onde houve superlotação. Foi o Portão 10 o primeiro a ser fechado. Já ouvi também de que é provável que o Grêmio tenha vendido mais ingressos do que devia. Mas aí eu me pergunto, “o que ganhariam com isso?”. Não posso crer em tal loucura. Um clube desta grandeza, colocar sua torcida em perigo? Não posso crer.

            Para aqueles muitos, milhares de gremistas que adentraram o Olímpico, foi somente o dia da eliminação da maior competição das Américas. Mas para aqueles poucos, centenas (ou milhares?), foi um dia muito mais triste. Um dia em que querendo apoiar, foram impedidos disso. Agredidos por lutar por uma paixão. O lutar no bom sentido.

            Estava lá. Fui para casa cabisbaixo, triste para caramba. Ainda espero algum esclarecimento mais plausível do que a nota oficial do Grêmio. E só um ingresso para assistir a outro jogo não me satisfez.

            Um dia para nunca esquecer e jamais repetir. Amém!

            + sobre 2 de julho de 2009 nesta retrospectiva do ano passado que fiz no Blog Imortal Sonho.

Titanic ao inverso. Pense no famoso transatlântico e a ordem de evacuação (a analogia pode parecer meio piegas). Todos indo em direção aos botes, um tumulto formado, todos querem sair do navio que vai a pique. Agora imagine o Olímpico (e o contrário), todos querendo entrar. O jogo vai começar. O ‘descontrole’ já está formado. Os portões estão trancados (lembra a cena dos passageiros da terceira classe). O confronto entre BM e torcedores foi uma questão de tempo. Tivemos sorte, torcida, de não ter acontecido algo pior. No fim da história do navio, muitos morrem. Na história de um ano atrás, salvaram-se todos, mas enlutaram-se muitos.

Cassetete, gás lacrimogêneo e cavalos. É assim que a BM impõe respeito. Ou acha que impõe. Uma violência desnecessária, estúpida. Agressões gratuitas na base do cassetete, contra homens, mulheres e até crianças. Experiência desagradável, o gás lacrimogêneo. Ardem os olhos pra cacete. E cavalos em meio ao tumulto, outra estupidez. Aliás, quem foram os cavalos?

Fui embora. Cinco minutos de bola rolando e aquele “UHH!” a cada lance foi me matando. Olhei torcedores tacando pedras nas viaturas da polícia, outros quebrando os vidros do Quadro Social e alguns ameaçando os funcionários da Ouvidoria Tricolor. Pensei que daria m… Fui-me para casa. Ao abrir a porta, o primeiro gol cruzeirense, depois o segundo. O empate foi um alento, a noite não sai da cabeça. Infelizmente.

Rodrigo Rodrigues – Blog e Twitter

Esta é a Coluna Antes do Fim, escrita (pela segunda vez, mas prometo manter a partir de agora uma certa regularidade) sempre às sextas. Neste dia de eliminação do Brasil e classificação do Uruguai (Vamo Cele!), o atraso se deu por conta de um cálculo renal desse que vos escreve. Já recuperado.

Na próxima semana o papo é Copa do Mundo, já que estaremos a dois dias da grande final. Sentimento de gremista em meio à Copa, em quatro anos tem a competição em nosso país e é claro, a final sem Brasil. Meu palpite é Uruguai e Alemanha na final. Até a próxima.

Há um ano os portões do Olímpico estavam fechados para sua torcida.

Gremistas foram barrados na sua própria casa.

Quem ficou de fora obteve uma resposta? Ficou satisfeito com ela?

Conte a sua história. Nós do BloGrêmio queremos ouví-la.

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3 Comentários leave one →
  1. julho 2, 2010 10:59 pm

    Sempre disse que o Victor não deveria embarcar na caravana louca do Dunga para a África. Imaginem como voltaria agora …

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