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Brasileiro’10: A incompetência que custa caro

junho 6, 2010

Perder faz parte do futebol e esse é um resultado que qualquer torcedor minimamente civilizado deve aceitar. Todavia, perder sendo superior a maior parte do tempo, podendo inclusive golear o adversário e ser derrotado por incompetência na hora de balançar as redes e distração da defesa, a irritação fica inevitável. E o sentimento de  frustração aumenta quando constatamos  que  os quatro jogos do Grêmio fora do Olímpico neste Brasileirão eram oportunidades perfeitas para somar muito mais do que míseros dois pontos.

Aliás, eram os jogos fora mais fáceis para subir na tabela. Isso porque o Atlético Goianiense é um saco de pancadas, além de pegarmos um Palmeiras em crise, Flamengo ainda sob reflexos do fim do Império do Amor e o São Paulo em raros  momento que a sua defesa esteve desguarnecida na maior parte do jogo. A continuar com essa postura medíocre, novamente teremos que nos contentar com Sul-Americana, mesmo tendo time (titular) para brigar no pelotão de frente.

Silas até ensaiou na formação 4-5-1, mas decidiu manter o 4-4-2 e mostrou ter tomado a decisão correta. O Grêmio dominou a maior parte da etapa inicial, porque tinha o controle do meio-campo, enquanto que o São Paulo não conseguia impor a sua marcação, principalmente pelo lado esquerdo.  Tudo isso somado ao gol de Hugo aos 7 minutos de jogo ensaiava uma iminente vitória.

Porém, quando o jogo parecia estar sob-controle, a própria defesa resolveu complicar. Rodrigo, numa tarde irreconhecível, cometeu uma falha bisonha com Marlos, que por sua vez lançou para Dagoberto empatar no segundo pau. Minutos depois, o zagueiro faz pênalti Alex Silva, posteriormente desperdiçado por Rogério Ceni.

O erro do arqueiro são-paulino até foi combustível para o time de Silas voltar a controlar a partida, aproveitando-se do domínio no meio e da falta de marcação do adversário. No entanto, no momento em que teve as chances de converter essa superioridade em gols, o Grêmio as desperdiçou, repetindo um roteiro que persiste há meses.

Foto: Bruno Miani, Vipcomm, divulgação

Na etapa final, o Grêmio teve mais oportunidades desperdiçadas. Somente nos 12 primeiros minutos, Roberson, Douglas (esse perdeu praticamente na marca do pênalti) e Maylson jogaram para o alto as chances  de recolocar o Grêmio à frente no placar. Com tanta incompetência para fazer o gol, já se previa uma máxima do futebol: “quem não faz leva”. E não deu outra.

Hernanes, que até então havia jogado absolutamente nada, fez belo lançamento para Dagoberto matar no peito e deixar uma avenida para Bruno Collaço passar reto, numa falha feia, para em seguida virar o jogo. Poucos minutos depois, o mesmo jogador fez o terceiro em contra-golpe, aproveitando-se da bola na trave de Marlos.

O atacante são-paulino teve três oportunidades e fez três gols, dando uma aula ao Grêmio de postura ideal de time com alguma pretensão neste campeonato. É inadmissível se perder a quantidade de gols como o Grêmio perdeu, mesmo sob a alegação do  ataque  reserva.

Agora resta aproveitar esse período de intertemporada para recuperar alguns jogadores importantes e, principalmente, contratar, dando prioridade ao ataque. Porque nesses últimos jogos ficou provado que nosso ataque reserva é completamente inofensivo. Se a diretoria fizer nada, repetiremos a vergonhosa campanha fora de casa do Brasileirão 2009, fazendo com que se persista o incômodo rótulo de time caseiro.

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12 Comentários leave one →
  1. Cassiano Dias permalink
    junho 6, 2010 8:24 pm

    O Grêmio perdeu fácil para os 4 grandes de SP: Corinthians, Palmeiras, SP e Santos. Neste Brasieirão 2010, se não demitir o medíocre Silas, não entra nem na Sul-Americana. abs C

  2. junho 6, 2010 10:24 pm

    Mediocre Silas? para de falar besteira seu burro!
    O Grêmio está sempre jogando bem, todo jogo a mesma coisa, o Grêmio jogou melhor, mas perdeu. AGORA, me diz uma coisa, se o time não faz o Gol, mesmo jogando bem, que culpa o Técnico tem?

    Para para pensar e vê se não me venha falar mais besteiras! Esses comentários sem sentido me dão uma raiva. VTNC

    Agora minha opinião sobre o jogo:

    O Douglas jogou? pelo amor de Deus, quanto passe errado, gols desperdiçados.
    William Batoré, pela 1 vez, posso dizer que vi ele com muita vontade e, digamos, jogando bem.
    O Rodrigo, sem comentários!
    Bruno Collaço: acho que aquela bola que ele passou, era uma bola dificil, ele teve que correr em direção ao Dagoberto e ainda olhar pra bola, convenhamos, é meio dificil não acha? e ainda por cima que o toque do Hernanes foi um “gancho”, a boa desce mais rapido, ele perdeu um pouco o tempo e infelizmente o Dagoberto em uma noite de muita sorte fez 3 gols!

    O Homem do jogo, na minha opinião foi o Rogério Ceni. Apesar do penalti perdido ele pegou muito no jogo!

    • giovani montagner permalink
      junho 7, 2010 12:40 am

      que bom que tens opinião, mas seja minimamente civilizado e respeite a opinião dos outros, seja ela discordante ou não a tua.

      sobre o jogo: não adianta jogar bem, quero é ganhar; sem jonas ou borges, o Grêmio não tem ataque; o que houve com o douglas, não quer mais jogar?

      obs.: o time do aterro, que é ruim, tem chance contra esse são paulo.

      • junho 7, 2010 12:45 am

        Por isso que estou achando que o time do aterro fatura essa Libertadores. Espero, e muito, estar errado.

    • junho 7, 2010 9:08 am

      O técnico tem culpa sim. Principalmente se a bola não entra porque quem não sabe botar ela pra dentro é alguém que ELE indicou e que ELE mantém no time, a despeito da mediocridade amplamente demonstrada.

      • junho 7, 2010 11:10 am

        Ah sim, Arigatô, numa análise macro, que exceda uma visão limitada aos 90 minutos no Morumbi, aí concordo. O “porém” disso é que mesmo assim, Silas não é o maior dos culpados. Culpa maior, e muito maior, é do Departamento de Futebol.

        Primeiro, não é técnico que escolhe jogador, essa função é do diretor de futebol ou até do presidente do clube, caso ele queira intervir por meio de sua autoridade. Se amanhã Silas é demitido e vem outro técnico, que olha para Uendel, William, Ferdinando, ele pode se perguntar: “E agora hein?”.

        No dinamismo do nosso futebol agregado a uma cultura de demitir técnicos como solução mágica, conclui-se que não é o treinador que deva escolher o jogador, no máximo, dar uma opinião, pois existe uma grande possibilidade de que ele saia antes desse jogador. Por mais que seja alvo de brincadeiras por causa do Meira, é o Departamento de Futebol que define mesmo o perfil do jogador.

        Agora, se o Silas indica e o Meira passa a caneta, então de quem é a maior culpa? Por isso, enxergo o presidente Kroeff e o diretor Meira como os maiores responsáveis, depois deles vem Silas. Por outro lado, limitando a análise ao jogo, Silas foi bem de acordo com as peças que ele tinha. Mas aí é outro contexto.

  3. EAUG permalink
    junho 6, 2010 10:43 pm

    com esse ataque, mais valia jogar no 4-6-0
    hoje eles tiveram muita vontade, mas só vontade nao faz os gols
    e quem teve as chances, os meias, nao aproveitaram
    bruno collaço foi bem no primeiro tempo. no segundo, depois de errar no gol, nao acertou mais nada
    depois da copa acho que o time engrena. vai voltar todo mundo

  4. junho 7, 2010 12:26 am

    Calma, Gremista Sempre. É uma opinião e o blog serve para debate e confronto de idéias.

    Bem, também não colocaria a culpa no Silas. Dentro daquilo que tinha em mãos, ele fez o melhor. Tanto que o Grêmio jogou melhor do que o São Paulo na maior parte do tempo, tendo mais volume de jogo. Mas ele não pode ser culpado se seus jogadores chegam na cara do gol e desperdiçam as chances de marcar, enquanto que o adversário tem um atacante que não perdoa. Pior, ele nem tinha opção de banco para mudar esse panorama.

    Quanto à Douglas, talvez valha a defesa de que ele veio do DM e não se sabe se estava em condições plena de jogo. William fez uma apresentação acima das anteriores. Ao menos neste jogo ele finalizou e até armou uma boa jogada. Mas convenhamos, ainda está longe do ideal, tanto que a contratação de um atacante para fazer frente a Jonas e Borges se torna urgente.

    Já Bruno Collaço, concordo que ele não tenha jogado mal no primeiro tempo. Mas ele me passa a sensação de ainda não estar pronto para atuar nos profissionais, pois sinto que falta ousadia nele. Se tivéssemos um lateral-esquerdo mais ousado, ele faria uma festa no lado esquerdo do São Paulo, onde o Cicinho deixava uma avenida.

    Bem, ainda dá para buscar algo neste Brasileirão. Claramente o time precisa se reforçar em alguns setores e recuperar os jogadores que estão no DM.

  5. junho 7, 2010 4:38 am

    Se pelo menos a opinião alheia tivesse o mínimo de coerência, talvez eu não ficasse tão alterado, mas convenhamos, muitas pessoas distribuem culpa sem ao menos estar à par da situação.

    • giovani montagner permalink
      junho 8, 2010 1:07 am

      entendo que fique “alterado”, mas permita-me uma sugestão: não escreva de cabeça quente, espere um pouco e manifeste-se. possibilita não sair atacando ninguém.
      eu não gosto do silas, acho que não tem o perfil para treinar o Grêmio, assim como o técnico anterior (autuori). porém, ontem não acredito na culpa dele, diante dos desfalques, o adversário e o local, o desempenho da equipe foi bom, perdemos por erros individuais, tanto na defesa quanto no ataque. coisas do futebol.

  6. Lopes permalink
    junho 8, 2010 9:50 am

    Acredito que a diretoria gremista, poderia vender, emprestar, trocar, como quiserem, três ou quatro jogadores que não estão rendendo ou sendo aproveiados e, ai sim, contratar um ou dois atacantes de qualidade. Queria saber também, por que o Grêmio não forma atacantes em sua base? Estou dizendo atacantes de alto nível, não atacantes de elenco. Para mim falta planejamento e eficiência desses dirigentes.

  7. Lopes permalink
    junho 8, 2010 10:16 am

    Não vou dizer, que o Grêmio deve seguir a cartilha de Flamengo e Santos mas, esses dois clubes investiram alto em Adriano e Robinho(com patrocínios) e colheram os frutos. O nosso Grêmio nunca faz isso. Tudo bem, sabemos das dificuldades financeiras mas, veja o plantel tricolor: Uendel, William, Lúcio, Leandro, Ferdinando, Henrique (este tive que buscar no site), um elenco inchado , com vários jogadores sem dar resposta. Será que os seus salários somados, não pagariam um bom atacante. Sabemos do azar da lateral esquerda e da lotação do Dpto. Médico. Mais do que isto, nosso problema, parece sempre fazer uma equipe razoável e esquecer do banco. Nossa zaga tem reposição, o meio idem, mas nosso ataque! Se Jonas ou Borges, não precisa ser os dois, se machucarem, já sabemos da tremenda dificuldade que teremos para a abertura do placar. Que futuro esperamos de uma equipe com esta realidade?

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