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Brasileiro’10: Que venha logo a Copa

junho 4, 2010

O Grêmio está agonizando e pede com urgência uma parada para se recuperar. A vitória contra o Atlético Mineiro veio, como era de se esperar, mas também se previa um futebol pouco chamativo em decorrência dos desfalques de Mário Fernandes, Neuton, William Magrão, Douglas, Jonas e Borges, sendo que todos são titulares em suas posições.

Embora a apresentação no Olímpico esteja bem longe de agradar o torcedor gremista, é bom-senso não exigir demais do time de Silas nessas circunstâncias. Não há time no futebol brasileiro que consiga manter o nível com essa quantidade de desfalques. Por isso, a Copa do Mundo vem em boa hora.

Com ausências, principalmente no setor ofensivo, a partida desta quinta valeu muito mais pelo aspecto defensivo de ambas as equipes, que funcionaram bem. Tanto Grêmio quanto Atlético Mineiro não conseguiam criar, seus ataques não funcionavam, embora Tardelli e Muriqui marcassem mais presença do que William e Roberson.  O contexto parecia bem claro: era jogo para gol de bola parada.

Aos 37 minutos de jogo, Rochemback cobra o escanteio e Hugo, livre de qualquer marcação, cabeceou para o gol, abrindo o placar. Era a primeira falha da defesa atleticana e primeira conclusão a gol do Grêmio. E quando parecia que o time iria aos vestiários com a vantagem, Ricardinho chuta fora da área, a bola bate em Ozéia e mata Victor, empatando a partida um minuto antes do final da etapa inicial.

Foto: Valdir Friolin/ClicRBS

No segundo tempo, o Grêmio tentou buscar a virada logo no início. William teve boa chance aos 4 minutos, mas não conseguiu balançar as redes.  A fase do atacante gremista chega a dar pena, pois é uma boa pessoa e visivelmente se esforça, mas parece que nada dá certo a ele, mesmo que tenha suas limitações.

O jogo não mudou em relação ao primeiro tempo. Marcação de ambos os lados, falta de criatividade dos dois times e atacantes nulos. Tardelli e Muriqui tentavam achar brecha, mas Rodrigo e Ozéia eram seguros na defesa e Adilson fazia mais uma grande partida. No outro lado, Maylson estava sumido, Roberson e William inócuos. A conclusão, se houvesse gol no segundo tempo, era óbvia:  o gol nasceria de bola parada.

Quando o cronômetro apontava 15 minutos do segundo tempo, Rochemback cobrou o escanteio e Hugo, novamente livre, cabeceou para o gol de Marcelo, colocando o Grêmio na frente no placar pela segunda vez. O Atlético buscou o empate e teve chance para isso, mas lhe faltou qualidade. Lima exigiu boa defesa de Victor e no lance seguinte Diego Macedo conseguiu mandou a bola para fora com gol vazio.

Apesar da expulsão de João Pedro logo depois, o Grêmio não conseguia atacar o Galo. Faltava qualidade no meio e o time errava demais na saída de bola. Então o melhor a fazer mesmo era manter o placar, o que o time de Silas fez bem.  Com mais três pontos, o Grêmio foi para 10ª colocação, ainda distante do líder Corinthians, mas pelo menos não aumentou. Já o Atlético amargura a zona de rebaixamento, porém, tem time para sair dessa.

Foto: Gremio.net

Rochemback, pelas duas assistências, e Hugo, pelos dois gols, foram os melhores da partida. Também considero Adilson como destaque gremista, pela segurança demonstrada na marcação. É uma lástima ele ter levado o terceiro amarelo, sendo mais um desfalque para o jogo contra o São Paulo. Rodrigo e Ozéia foram bem na zaga, enquanto que Victor, quando exigido, mostrou que é um dos melhores em sua função.

Não gostei da atuação de Maylson, mais uma noite apagada. Creio que ele irá melhorar, mas neste jogo foi uma grande decepção. Mesma avaliação faço de Roberson, que ao lado de William, até demonstrou esforço, mas não ameaçou o goleiro Marcelo. É justo, no entanto, a ressalva de que em raras oportunidades a bola chegou redonda aos seus pés.

Ainda que Edilson não tenha feito uma atuação excepcional, foi interessante ver a sua disposição ao ataque. O Grêmio ataca muito mais pelo lado direito do que esquerdo. E Bruno Collaço mais uma vez deixou a desejar. Assim, Neuton ou Lúcio ainda fazem muita falta no setor.

A arbitragem de Pericles Cortez foi ridícula. É mais um árbitro, à moda brasileira, que acha que distribuir cartão para os quatro cantos do campo significa controlar o jogo. Ele deu tantos cartões amarelos (dez no total), que teve que parar de punir os jogadores, senão iria expulsar um número considerável de atletas.  Ao fazer isso, escancarou a sua falta de critério em campo, revoltando tanto Silas como Vanderlei Luxemburgo. Além disso, não deu um pênalti claro em Hugo.

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One Comment leave one →
  1. heraldo permalink
    junho 4, 2010 10:21 am

    mailson e jonas, só vão agradar os puxa -sacos do duda e meira, se fizerem 5 gols por partida,é brincadeira.

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