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Seria diferente com Rospide?

novembro 15, 2009
Marcelo Rospide - Daniel Marenco - 15-11-09

Foto: Daniel Marenco/ClicRBS

Cada jogo tem a sua história e muitas comparações são defasadas. Mas é inevitável uma comparação entre o jogo deste último sábado, 14 de novembro, com o ocorrido no dia 24 de junho deste ano, pela Copa Libertadores da América. Ambos os jogos foram no Mineirão, onde os protagonistas eram Grêmio e Cruzeiro.

Não é possível comparar exatamente os jogos, pois se tratam de competições diferentes, além dos times serem modificados.  Mas o que cabe aqui é uma análise sobre a postura do time de Autuori na metade deste ano e a do time de Rospide neste final de semana.

Para Paulo Autuori, a equipe gremista deveria apresentar o mesmo padrão do Olímpico nos jogos fora de casa. Pensamento contrário seguiu Marcelo Rospide, que logo depois de assumir a casamata tricolor, anunciou um comportamento  mais precavido no Mineirão.

Apesar de sempre ter elogiado os trabalho de Paulo Autuori, é inegável que a postura de Rospide é a mais inteligente. Para um time jogar da mesma forma em seu estádio e fora de casa, é necessário que essa equipe seja equilibrada tecnicamente e seja muito mais qualificada do que o adversário.

O primeiro quesito não é o caso do Grêmio, pois há sim setores de baixo rendimento técnico, como as laterais, o ataque e o meio-campo. No segundo quesito não vejo equipe no futebol nacional com uma supremacia técnica como se vê nas ligas européias, quando nos referimos aos gigantes europeus como Manchester United e Barcelona, por exemplo.

Então vamos a outro exemplo com Celso Roth. Sob seu comando, o Grêmio fez uma campanha fora de casa que há anos não fazia. O segredo de Roth era preparar bem a defesa e matar o jogo em contra-ataques.

Portanto havia diferença entre a postura no Olímpico e fora de casa, fazendo o time gremista chegar longe no Brasileirão 2008. Esse foi um dos grandes pecados de Paulo Autuori no comando do Grêmio, não enxergar que tal postura apresentada no Olímpico dificilmente daria certo em jogos fora do nosso estádio.

Por último, voltamos ao comparativo entre os jogos do último dia 14 e o ocorrido no dia 26 de junho. Caso Marcelo Rospide fosse o técnico do Grêmio e tomasse uma postura mais precavida no Mineirão na semifinal da Libertadores, será que a história seria diferente?

Embora seja uma questão que jamais será respondida, poderia sim ser diferente, visto que com um empate ou uma vantagem de um gol para o Cruzeiro, seria muito mais fácil lidar com essa pressão no Olímpico. E também, poderíamos estar numa condição mais favorável na brigar pela vaga na Libertadores 2010.

7 Comentários leave one →
  1. novembro 15, 2009 2:44 pm

    È dificil saber, mais no jogo de ontem contra o Cruzeiro, o time gremista teve mais cautela como vc disse, e ir para o estádio adversário tentar jogar igual ao rival aí é querer dar tiro no pé. Persisto com aquilo que eu disse ontem,´já que o Rospide está bem no Olimpico, porque vocês querem levar o Adilson? (rsrs).
    Fica a pergutna e espero que mude de opinião ein.
    Abraço a toda galera gremista.
    André do Blog Esporte Total

  2. novembro 15, 2009 3:39 pm

    Nunca saberemos, mas com certeza a atitude do Grêmio com ele seria diferente, Rospide é de uma escola diferente da do Paulo Autuori, entao o Grêmio teria mais cautela naquele jogo sem duvidas, o resultado poderia ter sido outro. Analisando os gols que o Grêmio levou naquele jogo foi mais por azar e erros individuais mesmo do que erros por causa da forma de atuar do time do Autuori, e com relação ao jogo de ontem a jogada que originou o penalti do gol do Cruzeiro foi em um contra ataque deles apesar de todos os cuidados que o time do Rospide teve, abraço.

    Saudações do Gremista Fanático

  3. Filipe Almeida Hackford permalink
    novembro 15, 2009 7:12 pm

    Pra mim resultado o disse tudo, se o Autuori estivesse no comando a questão era só se perguntar de quanto tomariamos, 1,2,3… Agora imaginem como as coisas teriam sido diferentes se esse 1×1 tivesse acontecido em Junho. Duda fail.

  4. novembro 15, 2009 7:22 pm

    Bruno, achei sinceramente essa comparação capaciosa. O Grêmio perdeu 2 gols CLAROS naquele jogo, dois gols que teriam feito toda a diferença no placar e até na cabeça dos jogadores do Cruzeiro… lembra?

    Comparar um modelo de jogo está correto, mas comparar aquele jogo? Não rola.

    Abs!

  5. novembro 15, 2009 7:30 pm

    ops… onde temos “capaciosa” leia-se “capciosa” 😉

  6. novembro 15, 2009 7:39 pm

    Ufa! Quase o corrigi, Társis. 🙂
    A intenção foi exatamente essa, comparar os modelos. A cautela do Rospide seria muito mais apropriada para os jogos fora de casa, inclusive como a semifinal da Libertadores. Mas compreendo o que quis dizer e concordo.

  7. Alfredo Carlet permalink
    novembro 15, 2009 9:16 pm

    Infeliz a troca do técnico vice brasileiro e líder invicto na LIBERTADORES 2009, induzida pela crônica colorada receosa do tri do GRÊMIO. Mudança por um treinador tratado com reverência por todos. Não se submete à pressão pouco inteligente.

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