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Grêmio 1×1 Vitória – Campeonato Brasileiro 2009

setembro 6, 2009

Tcheco provou, mais uma vez, a sua importância no Grêmio / Foto: Daniel Marenco - ClicRBS

Tcheco provou, mais uma vez, a sua importância no Grêmio / Foto: Daniel Marenco - ClicRBS

O Grêmio jogou muito mal a partida deste sábado contra o Vitória, no estádio Olímpico. Num jogo marcado por diversos erros de passes e atuações para se esquecer dos jogadores gremistas, com exceções como Mário Fernandes, o empate pode ser considerado uma vitória para o time gremista, por causa de uma péssima atuação. Talvez uma das piores em um ano de invencibilidade no estádio Olímpico.

Apesar do resultado não esperado, essa partida foi emblemática. Isso porque Mário Fernandes se consolida cada vez mais no Grêmio. O jovem zagueiro revelado pelo São Caetano mostra que valeu a pena a sua contratação e a paciência por parte da torcida e dirigentes gremistas com o episódio de seu desaparecimento. Numa noite em que até Réver esteve apagado, Mário Fernandes evitou o pior, numa partida impecável. Sem dúvidas, o melhor gremista em campo.

Porém, o zagueiro foi uma das exceções. Souza fez uma das partidas mais horrorosas já vista no Grêmio. O que fora de casa já estava virando um hábito, no Olímpico foi novidade. Além de inócuo no setor ofensivo, o meia ainda perdia bolas bobas no meio-campo, dando o contra-ataques ao Vitória.

Já Adilson seguiu com a mesma displicência. Errava muitos passes e perdia bolas no meio-campo, municiando o ataque baiano. Assim como Souza, o jovem volante fez uma partida para não ser lembrada pelos torcedores. Quanto a Fábio Rochemback, o estreante começou bem, mostrando vontade e chutando a gol, mas cansou no segundo tempo.

Douglas Costa segue como decepção. Quando se imagina que ele enfim vai corresponder toda a expectativa, o meia joga tudo para o alto. Não dá para negar que ele se esforçou nos minutos iniciais, mas comprovou que não tem capacidade para substituir o Tcheco, tão criticado por alguns. Acabou substituído pelo próprio camisa 10, que começara no banco de reservas.

A partir de então vem outro fato emblemático nesta noite de sábado. Trata-se do próprio Tcheco. O meia começou no banco, para alegria de parte da torcida (talvez a minoria). Mas o jogo provou que ele não é o mal do Grêmio, como alguns querem pensar. Antes de sua entrada, o meio-campo do Tricolor não tinha criatividade e muito menos toque de bola. Era um setor nulo.

Após a entrada de Tcheco, o Grêmio passou a dominar o Vitória, mesmo sem grande organização tática e com adversário mais cansado e com um a menos, devido à expulsão de Magal. Mas será que se o nosso camisa 10 começasse o jogo, o placar seria diferente? Não há como comprovar, mas acredito que seria sim.

Para reforçar essa hipótese, foi o próprio Tcheco que fez a assistência para o gol de empate de Jonas, quando o cronômetro apontava 41 minutos do segundo tempo. Assim a partida deste sábado apenas lhe dá mais crédito com a torcida gremista, que gritava o seu nome no Olímpico e o aplaudiu após o apito final. Sem dúvidas, Tcheco saiu fortalecido e foi decisivo para a busca do empate.

O mesmo não se pode dizer de Paulo Autuori. Ainda há uma parcela da torcida que não aceitou as suas substituições no empate de 3×3 contra o Botafogo. Neste jogo, o nosso técnico deslocou Túlio para lateral-direita para entrada de Fábio Rochemback. Mudanças que o time não assimilou bem. Sem dúvidas, Autuori teve influência no resultado, mas vale a ressalva de que o técnico foi traído por péssimas atuações de Souza, Adilson e Douglas Costa.

O empate foi frustrante, mas não foi ruim pelas circunstâncias do jogo, visto que o Vitória teve mais oportunidades de gols e ainda mandou duas bolas na trave nos cinco primeiros minutos da etapa final. A verdade é que se fosse para haver um vencedor, este seria o Vitória.

Mas esquecendo o “se”, agora o Grêmio precisa pensar em corrigir os erros e buscar mais uma vez a vitória fora de casa, desta vez contra o Náutico. Caso o Grêmio ainda sonhe com G-4, os três pontos desta partida serão imprescindíveis. Caso perca, então chegará a hora de jogar a toalha.

Ficha técnica:  Grêmio 1×1 Vitória – Campeonato Brasileiro 2009

Grêmio
Marcelo Grohe; Túlio (Joílson), Mário Fernandes, Réver e Lúcio; Adilson, Fábio Rochemback, Douglas Costa (Tcheco) e Souza; Jonas e Perea (Herrera)
Técnico: Paulo Autuori

Vitória
Viáfara; Apodi, Fábio Ferreira, Wallace, Robinho; Uelliton, Vanderson, Magal, Leandro Domingues (Marco Aurélio); Neto Berola (Jackson) e Roger (Carlos Alberto)
Técnico: Vágner Mancini

Data: 5/9/2009 (sábado)
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 20.901 pessoas
Renda: R$360.641,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (FIFA/MG) e Carlos Berkenbrock (FIFA/SC)
Cartões amarelos: Uelliton, Magal, Robinho, Wallace, Vanderson (Vitória); Lúcio, Herrera (Grêmio)
Cartão vermelho: Magal (Vitória)
Gols: Neto Berola, aos 41min do primeiro tempo. Jonas, aos 41min do segundo tempo

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11 Comentários leave one →
  1. Roberto permalink
    setembro 6, 2009 3:21 am

    E agora Bruno, o que será que vão falar os defensores da saída de Tcheco do time? Hoje mesmo li no teu post que apesar do declínio físico e técnico, ele ainda é de grande utilidade ao time. E concordo plenamente, afinal o que importa no futebol pra mim é resultado. E se formos parar pra contar todos os gols que nasceram ou que passaram pelos pés do nosso capitão vamos ter melhor noção do quanto ele é fundamental ao time. Muitos dizem que os cruzamentos dele são apenas “chuveirinhos”, mas hoje aqueles que tentaram não conseguiram transformais os tais chuveirinhos em gols. Então que tenham mais paciência com ele, mas também que ele jogue razoavelmente bem contra o Náutico quarta, e que o Autuori “dê liga” o mais rapido possível nesse time, porque como bem disseste chegamos no limite. Sem uma vitória em Recife, adeus G4, adeus título.
    Um abraço.

  2. setembro 6, 2009 12:21 pm

    Resultado ruim do Grêmio, heim.

  3. JuandeRamos permalink
    setembro 6, 2009 7:12 pm

    A torcida é burra, não percebe que quando sai o Tcheco não entra o KAKA

  4. setembro 6, 2009 9:19 pm

    Parecia que nossa invencibilidade iria acabar mas veio o gol salvador, mas o jogo do Grêmio foi pessimo e o empate acabou sendo um bom resultado, e temos que vencer o Nautico, abraço.

    Saudações do Gremista Fanático

  5. Alfredo Carlet permalink
    setembro 6, 2009 11:01 pm

    Jogar no 4-3-3, sem sobra na zaga, aparentemente sem força ( vide Rever ), Perea ainda sem confiança, time sem poder de indignação, fica complicado. Só com muito trabalho, transpiração. Segurança defensiva é o mínimo, preparo físico é essencial. Jogadas ensaiadas, as aéreas pelo menos, treinar chutes a gol, transpiração.

  6. setembro 6, 2009 11:17 pm

    Juande, é exatamente nisso que sempre teclo. De nada adianta exigir a saída de Tcheco sem apresentar alternativas. O jogo de ontem foi claro que até pode ser ruim com Tcheco em certos momentos, mas será pior sem ele.

    Sobre o Douglas Costa, confesso que me desanimei. Mesmo que seja um garoto, mas convenhamos, passou da hora de mostrar serviço.

    Quanto ao Souza, ao contrário que alguns acham, ele continua a ser muito importante ao Grêmio. Embora essa irregularidade impressione alguns, eu não me surpreendo, pois ele é assim desde os tempos de São Paulo. Porém, já imaginou se o Grêmio não o comprasse e dependêssemos do Maylson e Douglas Costa… Quero nem pensar. 😦

    Cabe a torcida para que Renato corresponda às boas críticas que recebe peloo pessoal de São Paulo.

  7. setembro 7, 2009 4:02 pm

    Para o próximo jogo, time compacto: Vitor; Túlio, Mário Fernandes, Rafael Marques e Lúcio; Rever, Adilson, Rochembach e Tcheco; Souza e Jonas

  8. setembro 7, 2009 4:59 pm

    Souza já foi testado assim e não deu certo. Alfredo. Apesar de não confiar no Perea e nem tanto no Herrera, manteria Souza no meia e colocaria um desses atacantes ao lado de Jonas. A não ser que Maxi López se recupere a tempo. Abraço.

  9. setembro 7, 2009 10:51 pm

    AMIGO BRUNO: o Palmeiras usa Diego Souza adiantado seguidas vezes, o Mano, no GRÊMIO, colocava um atacante enfiado, com os do meio chegando de trás, povoando o meio campo, os vermelhos avançaram o Alex tempos atrás. O problema é que não temos velocista de qualidade para o contra ataque. Tcheco e Souza teriam mais liberdade. Testamos parecido no beira lago contra um adversário superior e o resultado foi 1×2 apertado. Jogar compactado é pouco risco de perder meio campo. Souza marcando rende menos. Abraços.

  10. setembro 7, 2009 11:18 pm

    Por isso, Alfredo, que estava torcendo tanto pela contratação do Leandro, exatamente pela falta de um atacante de velocidade, visto que não há nenhum atacante que siga essa característica, como Carlos Eduardo fazia muito bem. Daí constatamos que temos, além da ausência de um lateral-direito, a falta de um segundo atacante.

    Sobre o Diego Souza no Palmeiras, a meu ver, ele joga muito mais como meia, apesar de atuar seguidas vezes mais adiantado. Além disso, Roth já tentou uma vez colocar Souza mais adiantado e não deu resultado. Recentemente tivemos Douglas Costa contra o Palmeiras, que deu resultado, se não tão satisfatório, ao menos mais animador.

    Não que jogar meio-campista ao ataque jamais dê certo, mas essa alteração precisa ser tratada com muito cuidado. Pois o meia-armador foi treinado para criar jogadas e não propriamente em finalizá-las. Por isso que na minha visão é uma tentativa válida, desde que o técnico tenha tempo de prepará-la, algo que o Autuori não se dispõe.

    E talvez até possa escrever bobagem, mas os meias adiantados com um atacante enfiado, o Roth tentou isso com o famoso e polêmico 3-6-1. E sabemos no que deu. E visto que Autuori sempre pregou a transição do 3-5-2 ao 4-4-2, não acho provável que ele comece o jogo dessa maneira.

    Abraço Alfredo. Até mais!

  11. setembro 8, 2009 10:10 pm

    AMIGO BRUNO:concordo, Douglas Costa é segundo atacante, falta-lhe maturidade,conclusão,presença de área, mas tem velocidade. Perea, Herrera, M. Lopes estão fisicamente descontados. A idéia, pelas circunstâncias, de marcar com Réver e Adilson é permitir mais liberdade ao Tcheco, Souza (finaliza bem, tenta a jogada pessoal, próximo da área é perigoso, dá assistência, marca mal e se desgasta quando recuado )e também ao Rochembach que conclui bem mais liberado. Concordo, ainda, Leandro seria a contratação mais importante. Grato pelo espaço.

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