Skip to content

Um desrespeito que deve acabar

julho 3, 2009
Foto: Ricardo Chaves - ClicRBS

Foto: Ricardo Chaves - ClicRBS

Mais triste do que a desclassificação do Grêmio na Copa Libertadores, foi o que ocorreu na confusão do lado de fora do Olímpico. Muitos torcedores que tinham ingressos nas mãos não conseguiram entrar para assistir à partida entre Grêmio e Cruzeiro.

Enquanto a eliminação no torneio continental foi dentro de campo, com méritos esportivos do adversário, a confusão entre torcedores e Brigada Militar é mais um episódio que demonstra a incompetência de nossos dirigentes e autoridades públicas no tratamento da torcida de futebol.

Trata-se de um episódio que não pode ser esquecido horas depois de sua incidência. Afinal, por qual razão torcedores com ingressos não conseguiram entrar no Olímpico? O responsável pelo policiamento da Brigada Militar (BM) durante a partida desta quinta-feira, o coronel Jones Calixtrato, disse que não permitiu a entrada de torcedores para evitar superlotação. Porém, claramente havia alguns setores do Olímpico com espaço para mais torcedores.

E a BM não fecharia os portões por uma decisão própria e isolada. Alguém do Grêmio autorizou os brigadianos a fazerem isso. E aí que vem o caso mais lamentável. Como um clube deseja expandir o número de sócios e ao mesmo tempo o desrespeita o seu torcedor dessa maneira?

Se havia riscos de superlotação, conforme coronel Calixtrato, então houve erro grave da diretoria gremista, colocando em risco a vida de torcedores. Caso não procedam as declarações do coronel, ainda sim é um erro, pela falta de planejamento para a distribuição de torcedores gremistas no Olímpico.

Portanto esse episódio não pode ficar sem respostas. É o direito de todo o torcedor gremista, principalmente aqueles que tinham ingressos na mão, saber o que ocorreu. Pois além de serem desrespeitados pela truculência da BM, foram também desrespeitados por quem menos imaginava: a diretoria do Grêmio.

Post-Scriptum: Recomendo a leitura do artigo feito pela Aline Cardias, do blog Grêmio Copero, que esteve em meio a essa confusão.

5 Comentários leave one →
  1. JuandeRamos permalink
    julho 3, 2009 12:13 pm

    primeiro, a torcida não ajudou nem porto alegre, só dava eu seguindo o cruzeiro.

    segundo, hoje a tarde, vou pro olimpico pedir a saida do merda do nosso presidente

  2. Fred permalink
    julho 3, 2009 4:20 pm

    Cem por cento das pessoas que ouvi e li a respeito disso dividem a responsabilidade entre o Grêmio e a BM. O Grêmio e sua diretoria são incompetentes e a BM é truculenta e encerrou a conversa a pau.

    E o torcedor/sócio é um coitado, que paga pelo ingresso ou mensalidade e não teve o direito de assistir a partida.

    Besteira. O torcedor é tão ou mais culpado que o clube ou a BM nessa história toda. Todos SABIAM que era jogo pra casa cheia e devia ter sido suficientemente previdentes e chegado mais cedo ao estádio. Bem feito! Ficaram na rua porque foram BURROS!

  3. julho 3, 2009 4:21 pm

    Só uma correção: a despreparada brigada militar tem poder, sim, de fechar os portões do estádio sem que haja orientação da direção, ok? Aliás, quem deixa entrar bandeiras, faixas ou não, também não é a direção, são os brigadianos.
    É um acordo de responsabilidade pela segurança.
    Agora, quem fez, como e quando foi “assinado”, isso eu não sei.

    Abraço.

    • julho 3, 2009 4:47 pm

      Não sabia desse acordo, Guga. Então obrigado pela retificação. Mas isso me preocupa mais ainda, porque estamos diante das determinações de uma ala completamente despreparada para dar segurança num estádio de futebol e a direção (não só esta, mas as anteriores também) faz pouca coisa para mudar esse contexto, fazendo aquele jogo de barriga quando é questionada sobre a responsabilidade da incidência. Isso é triste, porque o torcedor ainda é tratado como gado e não como um cliente que paga para assistir a um espetáculo, como ocorre em cinema ou teatro . Embora haja diferenças significativas entre os meios citados, a qualidade de tratamento deveria ser a mesma. E viva a Copa 2014.

      • julho 3, 2009 5:07 pm

        Pois é, Bruno.
        E é óbvio que a direção do Grêmio tem responsabilidade também. Aliás, grande parte dos conselheiros do Grêmio tem parte no nosso governo estadual, inclusive. O presidente anterior é agora secretário…
        Quer dizer, relações por relações, termos essa BM despreparada desse jeito – e eu presenciei in loco isso – tomando conta do entorno dos estádios, da entrada ou não de material, é parte de uma política sustentada por essas forças clubísticas. Daí, o furo começa a ficar bem mais lá embaixo…
        E às vezes rola uma crítica pela crítica, especulações de que a Geral estaria brigada com a direção e por isso não levava os panos e trapos (lembra do início do ano?). Pois é. Tudo isso ocorria por determinação da BM, que, várias vezes, de birra, não deixava entrar nada – presenciei isso também.
        Foda.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: