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Parabéns à seleção, porém…

junho 29, 2009

Foto retirada do site GloboEsporte.com  

Foto retirada do site GloboEsporte.com

A seleção brasileira comandada pelo técnico Dunga é a melhor do mundo. É superior até mesmo se comparado à Espanha, que tem um bom time, mas fracassou na Copa das Confederações. Por outro lado, se o Brasil vai ou não ganhar a Copa do Mundo de 2010, aí já é outra história. Mas até lá, o time de Dunga merece todos os parabéns por essa conquista e também pela consistência de seu time.

Porém, o custo dessa conquista é alto demais para os times brasileiros. Da mesma forma que fico feliz de Victor ganhar o seu primeiro título com a camisa amarela, a idéia do próprio estar na seleção só para fazer número, enquanto o Grêmio disputa a Copa Libertadores da América, não é aceitável. Suponho que esses sentimentos também estejam nos colorados quanto a Nilmar e Kleber.

Falta uma política de bom senso por parte da CBF, que limita as suas maiores pretensões com a seleção, enquanto os times brasileiros são deixados para segundo plano.

Não há coerência futebolística para os clubes brasileiros terem seus jogadores serem convocados em plena disputa da Copa Libertadores ou Copa do Brasil, enquanto os clubes europeus estão de férias. Em 1997, o Grêmio já foi muito prejudicado quando Zagallo convocou Paulo Nunes, enquanto o Tricolor coincidentemente disputava a Libertadores contra o Cruzeiro.

Mas a culpa não é apenas da CBF. Os clubes brasileiros também colaboram para essa realidade. Na Europa, quando um clube se sente prejudicado com a convocação de seu atleta em pleno andamento das competições locais, geralmente não libera. E está certíssimo, afinal, o clube paga o salário do jogador e o deseja desempenhando o seu papel, exatamente como funciona qualquer empresa neste mundo.

Por outro lado, essa realidade é distante no futebol brasileiro. Os clubes são submissos às vontades da CBF e muitas vezes por interesses próprios. Em muitas oportunidades, o dirigente avalia que ter o jogador exposto na vitrine da seleção brasileira apenas o valorizará mais para uma venda futura. E também em tempos de Copa do Mundo de 2014, não há clube capaz de divergir com Ricardo Teixeira, tratado como estadista pelas autoridades brasileira.

O futebol brasileiro precisaria de uma liga formada pelos próprios clubes locais. O Clube dos 13 poderia ser essa saída em 1987, porém, a entidade presidida por Fábio Koff passa longe dessas pretensões. Enquanto isso, a CBF segue prejudicando os times brasileiros, ao mesmo tempo em que os dirigentes fazem a política de “cada um por si e Deus por todos”.

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One Comment leave one →
  1. junho 30, 2009 9:00 am

    A SeleNike ganhou jogando com um a menos: Robinho é a maior enganação do futebol depois de Denilson.

    Agora ganhou um torneio inútil, sofrendo para ganhar dos Estados Unidos!!! Verdade que não existe mais trouxa no futebol, mas tenha dó, ainda é de lascar.

    O grande vencedor mesmo foi a conta bancária do Ricardão. Esse sim, um homem vitorioso. ehehe

    Abs!

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