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Caracas 1×1 Grêmio – Copa Libertadores da América 2009

maio 30, 2009

Mais pelo resultado do que pelo futebol

Foto: Juan Carlos Hernandez, AP

Foto: Juan Carlos Hernandez, AP

O Grêmio obteve um bom resultado contra o Caracas, em solo venezuelano. O empate de 1×1 deixa o Tricolor a um pé das semifinais. E o placar foi melhor do que o futebol mostrado pelos comandados de Paulo Autuori. Mesmo com gramado muito ruim, se o Grêmio forçasse mais, poderia sair da Venezuela com a vitória.

Na condição de time com a melhor campanha da Libertadores e invicto, o Grêmio logo levou um susto. No primeiro minuto de jogo, falta na direita da área de Victor. Rey fez a cobrança e lançou a bola para área. E Cichero subiu sozinho, sem nenhum jogador gremista para acompanhá-lo, e fez o primeiro gol. Resultado inicial que inflamou a torcida local e deu ânimo aos venezuelanos.

O Grêmio não conseguiu pressionar os anfitriões. O gramado péssimo do estádio Olímpico de Caracas atrapalhou, mas ainda sim, faltou mais toque de bola e sobrou balãozinho. Tcheco até tentou cadenciar o jogo, mas a marcação do Caracas era muito forte nos primeiros instantes de jogo. Antes de terminar o primeiro tempo, Victor fez um verdadeiro milagre, quando o próprio Cichero chutou dentro da área, em mais uma falha da defesa gremista, que dava sinais de sonolência na marcação.

No segundo tempo, o Grêmio apresentou a mesma dificuldade de reter a bola em seu campo de ataque nos primeiros instantes, mas já obteve melhora, principalmente quando os jogadores do Caracas já não tinham mais fôlego para realizar as suas jogadas ofensivas.

A partir daí a marcação gremista se acertou e o jogo se tornou mais cadenciado para o Tricolor. Então prevaleceu a superioridade técnica do time de Paulo Autuori e assim as oportunidades foram aparecendo. Tocando mais a bola e se aproximando com maior frequencia na área do goleiro Veja, as faltas aos arredores surgiram. Assim Souza mandou uma bola na trave aos 26 minutos, numa cobrança de falta. Do mesmo modo, Tcheco cruzou do lado direito da área do Caracas e Fábio Santos apareceu livre para cabecear e empatar a partida aos 29 minutos. Gol que merece ser dividido meio a meio, pois foi o capitão que enxergou e cruzou com precisão para o nosso lateral balançar as redes do adversário.

Em seguida, um fato estranho ocorreu. O sistema de irrigação do estádio foi acionado, o que gera a dúvida se estava programado para aquele horário e esqueceram de desativá-lo ou foi ligado propositalmente para esfriar a reação gremista. De qualquer modo, o Grêmio seguiu com o empate, sem com que o Caracas tivesse força para buscar o segundo gol. Assim o Grêmio leva o empate de 1×1 para Porto Alegre e fica com um pé nas semifinais. Mas ainda falta pôr o outro pé, por isso, seriedade no Olímpico Monumental nunca é demais.

Caracas, volantes e 4-4-2

Percebe-se que as principais armas dos venezuelanos são as jogadas em velocidade e as bolas paradas. Diante do Caracas, o Grêmio passou a maior parte do tempo com dificuldades em reter os ataques do adversário e ainda fazia falta aos arredores de Victor. O problema do Caracas é quando o fôlego termina e se torna um time mais vulnerável na marcação do adversário.

Na partida de volta, no dia 17 de junho, acredito que já seria interessante preparar o time com dois volantes, Túlio e Adilson (forçando o 4-4-2). Porque não é só por causa do Caracas, afinal, não podemos esquecer que, se o Grêmio passar para as semifinais, o nosso adversário poderá ser o Cruzeiro, que venceu o São Paulo por 2×1 no Mineirão. A Raposa é um time muito ofensivo e rápido, com qualidade bem superior ao nosso adversário das quartas. Por isso que o Grêmio precisa melhorar a sua retenção no meio-campo, principalmente para não sobrecarregar a defesa.

Defesa

Achei que Ruy e Fábio Santos não foram mal no aspecto defensivo. Mas os zagueiros não foram bem. Réver, como de costume, foi o nosso melhor jogador na zaga, mas ainda sim não estando nos seus melhores dias e muito recuado. Já Léo e Rafael Marques estiveram numa noite apagada.

O Caracas poderia ter vencido o Grêmio. Além do gol que Cichero subiu sozinho para cabecear, houve lances em que os venezuelanos pegaram a sobra e livres de qualquer marcação. Daí a limitação do Caracas prejudicou a si.

No meio, ora Adilson conseguia desarmas, ora errava passes bobos, às vezes aos arredores de Victor. Com toda certeza, tem potencial para jogar bem mais. Já Victor não teve culpa no gol e ainda fez milagre em mais uma de suas surpreendentes defesas.

Meio-campo

Gostei da atuação de Tcheco. Ele foi um dos únicos que tentou cadenciar o jogo desde o começo, mas o gramado péssimo e a forte marcação inicial dos venezuelanos o atrapalhou. Mesmo assim, foi o melhor jogador gremista, a meu ver, também por causa do gol. O meia viu e cruzou na medida para Fábio Santos empatar. Portando, metade do gol leva a sua assinatura. Enquanto Souza esteve completamente sumido na partida. Seu ápice no jogo foi a bola na trave em cobrança de falta e nada mais.


Ataque


Ataque esteve apagado, muito por causa da falta de ligação com o meio-campo. Mesmo assim, foi bom ver atuação de Maxi López. Mesmo não fazendo gol, ele marcava a saída de bola do adversário, fazia desarmes, ganhando quase todas as divididas e mostrou ótimo domínio de bola. Esta característica não foi mostrada por Jonas, que foi uma parede, pois a bola chegava até ele e depois voltava ao domínio do Caracas. Já Alex Mineiro entrou para cadenciar o jogo, mesmo sem muito tempo para mostrar maior serviço (talvez fosse melhor ter começado).


Copa Libertadores da América 2009Quartas-de-final – Partida de ida – Caracas 1×1 Grêmio

CARACAS: Vega; Romero, Deivis-Barone, Rey e Cichero; Vera, Piñango, Gómez (Escobar 78´) e Emilio Rentería (Pietro 15´) ; Castellín e Darío Figueroa (Guerra 65´).
Técnico: Noel Sanvicente.

GRÊMIO: Victor; Leo, Rafael Marques e Réver; Ruy, Túlio, Tcheco, Souza (Tulio 90´) e Fábio Santos; Jonas (Alex Mineiro 62´) e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori

Gols:

Caracas: Cichero (1 min/1ºT)

Grêmio: Fábio Santos (29min/2ºT)

Cartões Amarelos:

Caracas: Figueroa, Piñango

Grêmio: Tcheco, Ruy, Léo

Local: Estádio Olímpico de Caracas

Data: 27 de maio de 2009

Árbitro: Roberto Silveira (URU)

Assistentes: Miguel Nievas e Marcelo Gadea (URU)

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One Comment leave one →
  1. JuandeRamos permalink
    junho 2, 2009 1:59 pm

    Abandonaram o blog

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