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Respeito ao Caracas

maio 26, 2009
Foto: Harold Escalona, EFE

Foto: Harold Escalona, EFE

Por mais que o termo “não existe mais bobo no futebol” ainda seja aplicado em tom irônico por alguns profissionais de imprensa ou torcedores, essa afirmação se aplica de maneira bem séria à Venezuela. Antigo saco de pancadas nas Eliminatórias Sul-Americanas e na Copa América, o país do beisebol cresce cada vez mais no futebol e deixa países como Bolívia e Peru para trás.

Na evolução do futebol venezuelano, encontra-se o Caracas. Com toda certeza, será um adversário mais complicado do que o Universidad San Martin. Esta é a 11ª vez que o clube venezuelano está na Libertadores e o seu maior alcance na competição foi as oitavas-de-final em 1995 e 2007.

E é exatamente na Libertadores de 2007, que se encontra um fato que nos serve de alerta. Nas oitavas-de-final, o Caracas enfrentou o Santos (que mais tarde, seria eliminado pelo Grêmio nas semifinais), time de melhor campanha na competição naquele momento. No primeiro jogo, realizado no Estádio Olímpico de Caracas, ambas as equipes empataram em 2×2. Na segunda partida, na Vila Belmiro, ocorreu o grande susto para os santistas. O Caracas chegou a abrir 2×0 no placar. O Santos conseguiu virar somente aos 21 minutos do segundo tempo, com grande exibição do meia Zé Roberto, que marcou dois gols.

É esse fato recente que serve de alerta ao Grêmio. O nosso Tricolor é favorito sim, como admite o técnico Paulo Autuori, mas favoritismo não ganha jogo. Aliás, assim como também não ganhou na eliminação do Boca Juniors para o Defensor, a grande zebra das oitavas-de-final da Libertadores, pelo placar de 1×0 para os uruguaios, calando de vez La Bombonera.

No Campeonato Venezuelano, o Caracas tem nove títulos. Nesta temporada, Los rojos de Ávila (um de seus apelidos) foram campeões do Torneio Clausura e decidem contra o Deportivo Itália, campeão do Apertura, pelo título nacional.

Já na Libertadores 2009, o Caracas chega às quartas-de-final e garante a sua melhor campanha na competição até aqui. A sua classificação foi contra o Deportivo Cuenca, que após perder por 2×1, aplicou uma goleada de 4×0 e obteve a chance de disputar a vaga para as semifinais contra o Grêmio. Então de fato não há mais bobo no futebol e isso se aplica ao Caracas.

Apesar disso, estou gostando de ver o discurso dos nossos dirigentes, integrantes da comissão técnica e dos jogadores, que tratam o nosso adversário com o máximo de respeito. Essa deve ser a característica do Grêmio na Libertadores e por isso que conseguimos a melhor campanha e o direito de decidir todas as fases no Olímpico. Deixemos a arrogância injustificada para quem está de fora da Libertadores.

Dentro dos certames sul-americanos de “La Copa”, é olho por olho e dente por dente, independente da camisa. Afinal, River Plate, Peñarol e Boca Juniors já servem de exemplos disso. E o Grêmio não pode cometer o mesmo erro.

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