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Exageros de ambos os lados

abril 2, 2009

Foto: Valdir Friolin

Foto: Valdir Friolin

 

O episódio envolvendo as críticas de Celso Roth a Douglas Costa, no treinamento desta quarta-feira, teve dois episódios exagerados. Por um lado, o técnico gremista, enquanto no outro a repercussão dada pela imprensa sobre o episódio.

Quando o Maxi López faz o pivô, a barreira, alguém tem que afundar, e tem que ser você. Velocidade é a única coisa que você tem. Tu estás fisicamente aqui, mas parece que não está interessado. A cabeça não está aqui. Você acha que sabe tudo, mas não sabe m… nenhuma”, esbravejou Roth ao garoto de 18 anos.

No ano passado, Roger já passou por uma situação semelhante, ao ouvir a frase “parece estar carregando um saco de cimento nos ombros”. Mas a grande diferença é que o ex-jogador gremista já tinha grande experiência e sabe lidar com esse tipo de situação. O que não ocorre com um o jovem meia.

Não é o caso de passar as mãos sobre a cabeça de Douglas Costa. Quando preciso, é necessário criticar sim. Porém, será que tamanha critica não o intimidará ainda mais? Acredito que sim. Por isso, acho que houve exagero por parte de Roth.

Por outro lado, exagero maior foi a repercussão dada por parte da imprensa, quando há espaço para um profundo sensacionalismo. O assunto ganhou maior destaque no jornal Lance de São Paulo (02 de abril de 2009), do que o próprio jogo contra o Caxias, o  mesmo ocorrendo em alguns sites esportivos. Além disso, afirmar que Douglas Costa foi humilhado é exagero.

Pior de tudo é fazer a comparação esdrúxula da atitude da diretoria, em fazer treinos fechados, com os tempos de ditadura. O Grêmio tem total direito de fazer treino fechado, ainda mais quando qualquer ato toma repercussões desproporcionais.

Portanto essa medida da diretoria é compreensível, para blindar os jogadores. E comparar os tempos dos porões, das torturas e de vários desaparecidos políticos (muitos deles mortos e até agora sem paradeiro) com uma atitude natural de um clube de futebol é uma infelicidade sem precedentes.

Por isso, menos para Celso Roth quanto a Douglas Costa. Mas muito menos para parte da imprensa esportiva, que conseguiu transformar esse episódio num mar de sensacionalismo e deu um prato cheio para ofensas gratuitas entre torcedores. Tudo que o futebol não precisa.

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