Inversão de campo para Goiás e São Paulo
Estádio Bezerrão
A localidade do jogo Goiás e São Paulo gera polêmica ultimamente. Por conta da punição imposta pelo STJD, por causa do incidente em que os torcedores esmeraldinos e cruzeirenses brigaram em jogo válido pela 33ª rodada do campeonato, o clube goiano perdeu seu mando de campo, no Serra Dourada, para o restante do Brasileirão. Sem poder atuar em seu estádio, o Goiás mandou o seu jogo para Estádio Juscelino Kubitschek, localizado na cidade de Itumbiara, na 35ª rodada, contra o Botafogo.
O Goiás queria levar a partida novamente para a Itumbiara, mas desta vez, a CBF interveio, conforme explica o diretor de competições da entidade, Virgílio Elísio: “O Goiás queria levar o jogo para Itumbiara. O estádio bom, a cidade é boa, mas com todo o respeito a Itumbiara, eu não poderia levar a decisão do campeonato para o interior de Goiás. Considerei Cuiabá, mas o incômodo seria maior. Falaram em Maracanã, mas aí haveria a inversão da região. O Goiás jogaria no Sudeste, região do São Paulo. Aí, sim, haveria inversão de mando de campo. O Mané Garrincha está em obras. Logo, a solução era o Bezerrão. Eu, pessoalmente, tomei a decisão”.
Verificando a história das finais do Campeonato Brasileiro, essa atitude Virgílio Elísio não se justifica. Noa final do Campeonato Brasileiro de 1991, entre São Paulo e Bragantino, a segunda e decisiva final foi realizada no estádio Marcelo Stéfani, em Bragança Paulista. O local tinha uma capacidade inferior a 13 mil torcedores (foi registrado um público de 12 492). Outro exemplo nas mesmas condições vem da do Brasileirão 2001, quando São Caetano e Atlético Paranaense fizeram a final no Anacleto Campanella, com público de 20 mil torcedores. O Estádio Municipal Juscelino Kubitschek, segundo a Federação Goiana de Futebol, possui capacidade para 38 mil pessoas.
A decisão da CBF caracteriza sim em inversão de mando de campo. No Serra Dourada, já há muitos são-paulinos quando o clube paulista atua no local, já no Distrito Federal isso tende a ser mais acentuado. Segundo o blog do Mauro Cezar Pereira, isso fere o regulamento da própria entidade presidida por Ricardo Teixeira, conforme o artigo 24, mas a CBF poderia ignorar esse item em “situações excepcionais”. Mas o que seria excepcional? Se o estádio JK teve capacidade de organizar uma partida entre Goiás e Botafogo, por que não no jogo entre o clube esmeraldino e o São Paulo? Ou estádio tem condições ou não tem. Caso não tenha condições, sendo assim, nenhum jogo poderia ser realizado ali. Aí a CBF cai numa grande contradição.
Pensando nisso, Paulo Odone cogitou a hipótese de entrar com uma ação no STJD, para mudar o local de jogo. Mas logo desistiu, pois segundo o presidente gremista, não havia nada a ser feito judicialmente, visto que a decisão foi realizada pela CBF. E é sempre bom lembrar que a entrada com ações em órgãos externos ao meio futebolístico, não é bem vista por suas organizações, principalmente pela FIFA.
Então, segue as decisões incoerentes da CBF quanto ao caso. O pior de tudo isso é que não podemos nem reclamar, sem citar os nossos próprios dirigentes. Afinal, qual deles quer se indispor com Ricardo Teixeira & Cia., ainda mais quando estamos próximos de uma Copa do Mundo? No final das contas, perde o campeonato, que vê seu equilíbrio ser desconfigurado por decisões políticas, ou quem sabe, obscuras.



Caro Bruno! Gosto de ditos populares. Diz-se que o povão, na sua simplicidade, está coberto de sabedoria. Para todas as situações sempre cabem as expressões, tão próprias das experiências de vida e passadas de geração a geração. Então, aí vai:
1. Na minha humilde opinião, o STJD está “como Deus fez a mandioca”, tudo torto!
2. Nós somos bairristas, tudo bem. Mas eles são especialistas em “puxar a brasa para o próprio assado”, convenhamos…
3. Quanto às “malas brancas” (eu pensei que eram pretas – se a imprensa gaúcha se der conta, vão “criar” mais um caso de racismo…), voltando, quanto às “malas brancas”, acho que o S. Paulo julga os outros por si mesmo, devem ter o pensamento do tipo “e o que Maria leva nisso?”.
4. De qualquer modo, conseguimos algo novo para este Brasileirão: levamos a decisão para a última rodada. O Brasileirão 2008 poderia entrar para a história como o campeonato “mais trancado do que pau de enchente”.
5. Apesar de tudo,continuo acreditando, mesmo com as derrotas e empates que poderíamos ter evitado, porque “há males que vem para o bem” (ou, como diria um amigo, conterrâneo de Uruguaiana: “há malas que vem pelo trem”)…
6. Mas, o que eu mais gosto é: “Deus não joga, mas fiscaliza”. E já que o Teixeirinha, que hoje está lá encima, escreveu que “Deus é gaúcho, de espora e mango…, quem sabe Ele não nos dá uma forcinha?…
Abraços.
Não entendo isso de que há riscos em ficar “mal” com a CBF/FIFA.. Em que nos perjudicaría isso ? Se fizerem a Arena do Grêmio, ela será para os gremistas, estou pouco me lixando se haverá jogos da copa ou não no nosso estádio.
Estou com você, Fredy! Jogos da Copa do Mundo na Arena está longe de ser o mais importante. As únicas vantagens são a projeção, por ser um estádio particular e o aspecto financeiro…